Costa Esmeralda · EconomiaPorto Belo acelera empreendimentos de alto padrão e quer deixar de ser caminho para Bombinhas
Porto Belo acelera empreendimentos de alto padrão e muda de perfil.
É um arranjo que quase ninguém explica: a iniciativa privada banca o projeto, o poder público executa a obra. Vale entender como funciona, porque a Costa Esmeralda está dentro.
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Institutos formados por empresários de cidades do litoral catarinense já somam mais de R$ 17 milhões aplicados em estudos técnicos e projetos de obras públicas.
Na Costa Esmeralda: Porto Belo com R$ 1 milhão, em molhes dos rios Perequê e Perequezinho e urbanização de vias. Bombinhas com R$ 320 mil, que destravaram cerca de R$ 20 milhões em pontes e acessos.
O maior é o Instituto + BC, de Balneário Camboriú, com R$ 10 milhões e cerca de 40 empresas associadas.
EconomiaPublicada em Redação Santa Informa

Existe um arranjo em funcionamento no litoral catarinense que quase nunca é explicado: grupos de empresários se juntam em institutos, pagam do próprio bolso o estudo técnico e o projeto de uma obra pública, e entregam o pacote pronto à prefeitura. Quem executa e paga a obra continua sendo o poder público.
Somando os institutos, já são mais de R$ 17 milhões aplicados dessa forma.
Balneário Camboriú. Instituto + BC, cerca de 40 empresas associadas, R$ 10 milhões. Projetos de alargamento da Praia Central, reurbanização da orla e atualização do parque inundável, este último tendo viabilizado R$ 73 milhões em segurança hídrica.
Itajaí. Instituto Mais Itajaí, mais de 60 empresas, R$ 6 milhões. Terminal de Cruzeiros, ligação da BR-101 à Praia Brava, conexão do bairro Murta à Via Expressa e programa de habitação social.
Porto Belo. R$ 1 milhão, em molhes dos rios Perequê e Perequezinho e urbanização de vias.
Bombinhas. R$ 320 mil, que destravaram cerca de R$ 20 milhões para pontes e acessos.
Gaspar. Instituto + Gaspar, R$ 300 mil, no masterplan Gaspar 2035.
Cidade pequena costuma perder verba estadual e federal não por falta de dinheiro disponível, mas por não ter projeto executivo na gaveta quando o edital abre. Projeto custa caro, demora e não aparece.
O caso de Bombinhas mostra a proporção: R$ 320 mil em projeto abriram caminho para cerca de R$ 20 milhões em obra. É a diferença entre estar pronto e ficar na fila.
O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.
Clara, a otimista
Projeto na gaveta é o que separa a cidade que pega verba da cidade que assiste. Empresário bancar esse custo destrava obra que travaria por anos.
E funciona: em Bombinhas, R$ 320 mil em projeto abriram cerca de R$ 20 milhões em ponte e acesso. Multiplicação dessa ordem em dinheiro público é rara.
Seu Prudêncio, o criterioso
Merece atenção a governança. Quem paga o projeto não executa a obra, o que é correto, mas influencia a fila de prioridade. Saber por que a obra A saiu antes da B é informação de interesse público.
Vale acompanhar também se o projeto doado passa por revisão técnica independente da prefeitura antes de virar licitação. Projeto vem de fora, e o município é que responde por ele depois.
Uma sugestão útil seria cada instituto publicar o critério de escolha e a lista completa do que financiou. Feita a ressalva, cobrir o custo de projeto executivo é gargalo real de município pequeno, e enfrentá-lo é acerto.
Caco, o sarcástico
Empresário pagando o projeto e a prefeitura executando. É o oposto do que todo mundo imagina quando ouve falar em parceria público-privada.
Bombinhas gastou R$ 320 mil e destravou R$ 20 milhões. Se rendesse assim na poupança, ninguém trabalhava.
E Balneário bancando projeto para alargar a praia. Itapema, do lado, resolveu alargar a dela também. Nunca subestime o poder da vizinhança.
Fontes: Levantamento publicado pela Revista Portuária em julho de 2026, com dados dos institutos Instituto + BC, Instituto Mais Itajaí e Instituto + Gaspar.
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