Itapema · CidadeAlargamento da Meia Praia entra na reta final antes do verão
São 4,75 quilômetros de orla, R$ 60 milhões e um cronograma sem folga: a obra precisa começar depois do defeso e terminar antes da chegada dos turistas.
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Itapema vai alargar a faixa de areia da Meia Praia ao longo de 4,75 quilômetros de orla. A conta é de R$ 60 milhões, dividida meio a meio entre Prefeitura e Governo do Estado.
A Licença Ambiental de Instalação foi entregue em maio pelo governador Jorginho Mello ao prefeito Alexandre Xepa, liberando a fase de licitação.
A previsão é começar em agosto, depois do defeso da pesca, com cerca de quatro meses de execução. Dependendo do trecho, a praia ganha de 20 a 60 metros a mais de areia.
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Entenda o assunto
A Meia Praia é a orla principal de Itapema e concentra a maior parte da ocupação urbana da cidade. Ao longo dos anos, o avanço do mar reduziu a faixa de areia em vários trechos, especialmente nos períodos de ressaca, o que pressiona calçadas, muros e o primeiro anel de edifícios.
O engordamento de praia é uma técnica de proteção costeira. Areia retirada de uma jazida submarina e bombeada para a faixa seca, ampliando a distância entre o mar e a área construída. O objetivo declarado combina duas frentes: proteger a orla contra eventos climáticos e ampliar o espaço de uso público durante a alta temporada.
A obra também conversa com a estratégia econômica do município. Itapema tem no turismo e na construção civil seus dois principais motores, e a qualidade da orla influencia diretamente os dois.
Os números que importam
- R$ 60 milhões de investimento total, sendo R$ 30 milhões da Prefeitura e R$ 30 milhões do Governo do Estado
- 4,75 quilômetros de orla contemplados
- 20 a 60 metros de ganho na largura da faixa de areia, conforme o trecho
- 19 quilômetros da costa e a distância da jazida de onde sai a areia
- 4 meses de prazo estimado de execução, com início previsto para agosto de 2026
Outros jeitos de ler
Modo de Leitura · formato originalO resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.
Clara, a otimista
Praia mais larga e mais espaço para todo mundo. Mais lugar para a criança correr, para o guarda-sol do pai de família e para o vendedor de milho trabalhar. Não e privilegio de ninguém, e chão público.
E tem o efeito prático que pouca gente comenta: faixa de areia larga funciona como proteção natural da orla quando vem ressaca braba. Quem mora na primeira quadra sabe muito bem do que estou falando.
Se ainda sobrar valorização e mais turista no verão, ótimo. Mas o ganho que interessa mesmo e esse, o de sair de casa e ter praia para caber a cidade inteira.
Seu Prudêncio, o criterioso
Obra de engordamento de praia é tecnicamente complexa e envolve etapas que não dependem só de vontade: licitação, contratação, janela ambiental e logística de dragagem. Quatro meses é um prazo justo, e atraso nesse tipo de intervenção é comum em qualquer lugar do mundo.
Vale registrar também que praia alargada pede manutenção periódica. Balneário Camboriú já convive com isso, e o ideal é que o município preveja essa linha no orçamento desde agora, em vez de descobrir depois.
Dito tudo isso, o benefício final é difícil de contestar. Faixa de areia mais larga significa proteção real da orla contra ressaca e mais espaço público em uma cidade que praticamente não tem onde crescer. Se sair bem executada, é das obras mais úteis que Itapema já fez.
Caco, o sarcástico
Sessenta milhões para botar areia na praia. Parece piada, até você lembrar que o metro quadrado aqui custa mais que apartamento em capital. Nesse contexto, é quase investimento conservador.
Vai encher de gente? Vai. Vai ter fila para estacionar? Vai. Mas ninguém faz fila para entrar em lugar ruim. A gente está reclamando de sucesso, e reclamar de sucesso é o problema mais gostoso que existe.
Agora vem a parte chata: poeira, barulho e desvio na orla por quatro meses. Vai incomodar, sem dúvida. So que quando a poeira baixa, sobra praia. Já vi cidade sofrer muito mais e não ganhar nada em troca.
Fontes: Ministério Público de Santa Catarina, Governo de Santa Catarina, Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, Prefeitura de Itapema, ND Mais e Diarinho.
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