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Itapema e Balneário Camboriú ocupam as duas primeiras posições do metro quadrado nacional

Duas cidades vizinhas do litoral catarinense lideram o ranking nacional de preco de imovel. Vitória aparece em terceiro. E a média de São Paulo e do Rio fica abaixo das duas.

Em 30 segundos · Modo de Leitura, formato original Santa Informa

O Índice FipeZAP colocou Balneário Camboriú em primeiro lugar no ranking nacional do metro quadrado residencial, com média de R$ 15.146.

Logo atras vem Itapema, com R$ 15.073, uma diferença de menos de R$ 100. Vitória aparece em terceiro, com R$ 14.603.

As duas primeiras colocadas ficam a poucos quilômetros uma da outra, no litoral catarinense. As médias de São Paulo e Rio de Janeiro estão abaixo desses valores.

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EconomiaPublicada em Atualizada em 5 de agosto de 2026, 16h50Redação Santa Informa

Itapema vista do alto ao pôr do sol: torres residenciais densas ocupam toda a imagem, uma delas ainda em obra com guindaste no topo, a rodovia corta o meio e o mar aparece à direita, com morros no horizonte.
A verticalização de Itapema hoje, com torre em obra e guindaste no topo. É esse estoque de apartamentos de frente para o mar que sustenta o preço do metro quadrado. Imagem ilustrativa · off leko/Pexels

Entenda o assunto

O Índice FipeZAP acompanha o preco médio de anuncio de imoveis residenciais em dezenas de cidades brasileiras. É uma das referências mais usadas pelo mercado, com uma limitacao que vale conhecer: o índice medé o valor pedido nos anuncios, e não o valor efetivamente fechado em escritura.

O ciclo de valorização do litoral norte catarinense começou em Balneário Camboriú e se espalhou. A logica e conhecida: quando o preco de uma cidade sobe demais, o comprador procura a vizinha. Foi assim que Itapema entrou no radar, e é assim que Porto Belo e Itajaí vem entrando agora.

Boa parte da demanda vem de fora do estado e do país, com destaque para investidores em busca de segunda moradia ou de renda de aluguel na temporada. Esse perfil de comprador aguenta pagar mais, e o mercado se ajusta a ele.

Como ler esse número. O índice reflete preco de anuncio, não de venda concluida. Serve muito bem para acompanhar tendencia e comparar cidades. Não serve como garantia de valorização futura nem como avaliacao de um imovel especifico.
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Os números que importam

Outros jeitos de ler

Modo de Leitura · formato original

O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.

Clara, a otimista

Ninguém paga caro por lugar ruim. O preco alto e, antes de tudo, um atestado de que a nossa região virou desejo nacional. Isso demorou décadas para acontecer e não aconteceu por acaso.

E dinheiro que entra circula. Obra contrata pedreiro, eletricista e pintor. Prédio novo enche mercado, restaurante, escola e clínica. Muita gente daqui vive exatamente dessa cadeia.

O desafio agora e fazer o crescimento sobrar para quem construiu a cidade. Isso tem solução, e a hora de discutir e justamente agora, com dinheiro na mesa e atenção do país voltada para ca.

Seu Prudêncio, o criterioso

Uma observação técnica antes de tudo: o índice mede o preço pedido no anúncio, não o valor da escritura. É uma referência excelente de tendência e serve bem para comparar cidades, mas não substitui avaliação de um imóvel específico.

Vale acompanhar também o efeito sobre o aluguel residencial, que costuma seguir a curva de venda com alguma defasagem. Cidade que quer manter o próprio time de comércio e serviços precisa ter isso no radar do planejamento urbano.

Feita a ressalva, o recado do dado é sólido. Duas cidades vizinhas ocupando o topo nacional confirmam a consolidação da região como destino de investimento, e isso sustenta emprego na construção civil, no comércio e nos serviços o ano inteiro. É um patamar que levou décadas para ser construído.

Caco, o sarcástico

Boa noticia: seu apartamento vale uma fortuna. Ma noticia: você mora nele, então continua sem a fortuna. Uma riqueza estritamente decorativa.

Ficamos em segundo lugar por menos de cem reais o metro. Perder assim doi mais do que perder feio, mas convenhamos: ninguém chega em segundo lugar nacional por acidente. Alguma coisa a gente está fazendo certo.

Enquanto isso o folder promete pe na areia e vista eterna. A vista dura até o vizinho lançar o próximo empreendimento, também com pe na areia e vista eterna. E, sejamos justos, tem gente juntando dinheiro a vida inteira para morar onde a gente já mora.

Fontes: Índice FipeZAP, IBGE e levantamentos do mercado imobiliário catarinense.

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