EconomiaItapema é o segundo metro quadrado mais caro do Brasil
O Índice FipeZAP coloca a cidade em R$ 15.073, atrás só de Balneário Camboriú.
Leia · Índice FipeZAPTaxa básica de juros é assunto de Brasília, mas chega aqui pelo crédito imobiliário. Numa cidade com o segundo m² mais caro do Brasil, um quarto de ponto muda parcela.
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A Selic está em 14,25% ao ano, menor nível de 2026 após três cortes seguidos de 0,25 ponto.
O Copom se reuniu em 4 e 5 de agosto e a decisão sai nesta quarta. O mercado esperava mais um corte de 0,25 ponto.
Isso chega ao litoral pelo crédito imobiliário, numa região que tem o segundo m² mais caro do país.
EconomiaPublicada em Redação Santa Informa

O Comitê de Política Monetária do Banco Central se reuniu na terça e na quarta para definir a taxa Selic. A decisão sai nesta quarta, 5 de agosto, e é a quinta reunião do comitê em 2026.
A taxa está em 14,25% ao ano, o menor nível do ano, depois de três cortes seguidos de 0,25 ponto percentual nas reuniões de março, abril e junho. O consenso de mercado apontava mais um corte de 0,25 ponto, o que levaria a taxa a 14%.
Itapema tem o segundo metro quadrado mais caro do Brasil, atrás só de Balneário Camboriú. Um mercado desse porte se move a crédito, dos dois lados: a construtora que financia a obra e o comprador que financia o apartamento.
A Selic é o piso a partir do qual o banco monta a taxa do financiamento imobiliário. Quando ela cai, o custo do dinheiro cai junto, com defasagem. Em contrato longo, um quarto de ponto percentual não é detalhe: aparece na parcela e no total pago ao fim do prazo.
O Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, reduziu a projeção da Selic para o fim de 2026 de 14% para 13,75%. Foi a primeira revisão para baixo desde março, e veio depois de um IPCA de junho abaixo do esperado.
O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.
Clara, a otimista
Três cortes seguidos e o Focus revisando a projeção para baixo. É a primeira vez desde março que o mercado enxerga juro menor no fim do ano, e isso costuma destravar financiamento parado.
Para quem sonha com o primeiro apartamento aqui, é a direção certa. Não resolve o preço do m², mas melhora a conta da parcela, que é onde a decisão realmente acontece.
Seu Prudêncio, o criterioso
Vale um pouco de calma na leitura. Selic caindo não vira parcela menor no mês seguinte: o repasse ao crédito imobiliário tem defasagem, e o banco compõe a taxa com outros fatores, como risco e prazo.
Outro ponto que merece atenção é o sentido inverso. Juro em queda esquenta a demanda, e demanda esquentada em cidade com estoque limitado costuma empurrar o preço do m² para cima. Quem compra financiado pode ganhar na taxa e perder no valor do imóvel.
Ainda assim, é um ciclo favorável a quem planeja. Acompanhar as próximas reuniões antes de fechar contrato longo é uma sugestão útil para qualquer comprador.
Caco, o sarcástico
Um comitê em Brasília se reúne dois dias para decidir um quarto de ponto, e essa fração define se o meu vizinho consegue ou não financiar a cobertura. A vida é isso.
Aqui a gente acompanha a Selic com o mesmo carinho com que acompanha a previsão do tempo: sem entender direito, mas sabendo que vai mexer no bolso.
Se cair, ótimo. Se não cair, a orla continua bonita de graça, que é o que sempre nos resta.
Fontes: Banco Central do Brasil, Agência Brasil e Boletim Focus.
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