Itapema · ObrasItapema e Balneário Camboriú ocupam as duas primeiras posições do metro quadrado nacional
Duas cidades vizinhas do litoral catarinense lideram o ranking nacional de preco de imovel. Vitória aparece em terceiro. E a média de São Paulo e do Rio fica abaixo das duas.
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O Índice FipeZAP colocou Balneário Camboriú em primeiro lugar no ranking nacional do metro quadrado residencial, com média de R$ 15.146.
Logo atras vem Itapema, com R$ 15.073, uma diferença de menos de R$ 100. Vitória aparece em terceiro, com R$ 14.603.
As duas primeiras colocadas ficam a poucos quilômetros uma da outra, no litoral catarinense. As médias de São Paulo e Rio de Janeiro estão abaixo desses valores.
EconomiaPublicada em Atualizada em 5 de agosto de 2026, 16h50Redação Santa Informa

Entenda o assunto
O Índice FipeZAP acompanha o preco médio de anuncio de imoveis residenciais em dezenas de cidades brasileiras. É uma das referências mais usadas pelo mercado, com uma limitacao que vale conhecer: o índice medé o valor pedido nos anuncios, e não o valor efetivamente fechado em escritura.
O ciclo de valorização do litoral norte catarinense começou em Balneário Camboriú e se espalhou. A logica e conhecida: quando o preco de uma cidade sobe demais, o comprador procura a vizinha. Foi assim que Itapema entrou no radar, e é assim que Porto Belo e Itajaí vem entrando agora.
Boa parte da demanda vem de fora do estado e do país, com destaque para investidores em busca de segunda moradia ou de renda de aluguel na temporada. Esse perfil de comprador aguenta pagar mais, e o mercado se ajusta a ele.
Os números que importam
- R$ 15.146 por metro quadrado em Balneário Camboriú, primeiro lugar nacional
- R$ 15.073 em Itapema, segundo lugar
- R$ 14.603 em Vitória, terceiro lugar
- 19,52% foi a valorização registrada em Itapema ao longo de 2023
- Menos de R$ 100 separam a primeira da segunda colocada
Outros jeitos de ler
Modo de Leitura · formato originalO resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.
Clara, a otimista
Ninguém paga caro por lugar ruim. O preco alto e, antes de tudo, um atestado de que a nossa região virou desejo nacional. Isso demorou décadas para acontecer e não aconteceu por acaso.
E dinheiro que entra circula. Obra contrata pedreiro, eletricista e pintor. Prédio novo enche mercado, restaurante, escola e clínica. Muita gente daqui vive exatamente dessa cadeia.
O desafio agora e fazer o crescimento sobrar para quem construiu a cidade. Isso tem solução, e a hora de discutir e justamente agora, com dinheiro na mesa e atenção do país voltada para ca.
Seu Prudêncio, o criterioso
Uma observação técnica antes de tudo: o índice mede o preço pedido no anúncio, não o valor da escritura. É uma referência excelente de tendência e serve bem para comparar cidades, mas não substitui avaliação de um imóvel específico.
Vale acompanhar também o efeito sobre o aluguel residencial, que costuma seguir a curva de venda com alguma defasagem. Cidade que quer manter o próprio time de comércio e serviços precisa ter isso no radar do planejamento urbano.
Feita a ressalva, o recado do dado é sólido. Duas cidades vizinhas ocupando o topo nacional confirmam a consolidação da região como destino de investimento, e isso sustenta emprego na construção civil, no comércio e nos serviços o ano inteiro. É um patamar que levou décadas para ser construído.
Caco, o sarcástico
Boa noticia: seu apartamento vale uma fortuna. Ma noticia: você mora nele, então continua sem a fortuna. Uma riqueza estritamente decorativa.
Ficamos em segundo lugar por menos de cem reais o metro. Perder assim doi mais do que perder feio, mas convenhamos: ninguém chega em segundo lugar nacional por acidente. Alguma coisa a gente está fazendo certo.
Enquanto isso o folder promete pe na areia e vista eterna. A vista dura até o vizinho lançar o próximo empreendimento, também com pe na areia e vista eterna. E, sejamos justos, tem gente juntando dinheiro a vida inteira para morar onde a gente já mora.
Fontes: Índice FipeZAP, IBGE e levantamentos do mercado imobiliário catarinense.
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