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Guarda Municipal e Fiscalização vistoriam seis conveniências de Itapema depois de denúncias de barulho

Os seis estabelecimentos estavam com alvará regularizado. Numa das lojas, o cão da Guarda encontrou uma mochila com cerca de 25 gramas de maconha, e a Polícia Militar assumiu o caso.

Em 30 segundos · Modo de Leitura, formato original Santa Informa

A Prefeitura de Itapema fez uma operação integrada em seis conveniências depois de denúncias de perturbação do sossego e algazarra.

Foram a campo a Guarda Municipal de Itapema e a Fiscalização de Posturas, juntas.

Nas vistorias, todos os seis estabelecimentos estavam com o alvará regularizado.

Numa das conveniências, o cão da Guarda apontou uma mochila com cerca de 25 gramas de maconha. A Polícia Militar foi acionada e assumiu os procedimentos.

A ação foi preventiva e checou ao mesmo tempo a regularidade das lojas e situações de risco à ordem pública.

A legislação permite ao município a interdição cautelar de estabelecimento onde apareça situação ligada a crime ou risco à ordem pública.

O secretário de Segurança Pública, Wanderley Dias, diz que as ações vão continuar, com frequência, em outros pontos da cidade.

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Poder PúblicoPublicada em Redação Santa Informa

Três agentes de pé dentro de uma conveniência, um deles de costas com a camisa escrita Fiscalização Prefeitura Municipal de Itapema, um guarda municipal fardado de preto no centro e um fiscal com prancheta à direita, diante de prateleiras com garrafas.
Agentes da Fiscalização de Posturas e da Guarda Municipal durante a vistoria numa das conveniências, na operação integrada da Prefeitura. Foto: Prefeitura de Itapema/Divulgação, 2026

Entenda o assunto

A Prefeitura de Itapema colocou na rua uma operação integrada em seis conveniências do município para responder a denúncias de perturbação do sossego, algazarra e possíveis ilícitos. Foram juntas a Guarda Municipal de Itapema, a GMI, e a Fiscalização de Posturas. O anúncio saiu no site da Prefeitura na quinta-feira, 20 de agosto.

O que os agentes encontraram

Nas vistorias, todos os seis estabelecimentos estavam com o alvará regularizado. Ou seja, do ponto de vista do papel, o comércio visitado está em dia com o município. Em uma das conveniências, o cão da Guarda Municipal apontou uma mochila que continha cerca de 25 gramas de maconha. A Polícia Militar foi acionada e assumiu os procedimentos policiais da apreensão. A Prefeitura não informou se houve alguém conduzido à delegacia.

Por que dois órgãos ao mesmo tempo

Barulho tarde da noite costuma cair em duas mesas diferentes. A Fiscalização de Posturas cuida do lado administrativo, do alvará, do horário e do uso do espaço. A Guarda Municipal cuida da ordem pública na rua. Quando os dois vão juntos, a checagem sai completa numa visita só, e o estabelecimento recebe uma resposta única. A Prefeitura descreve a ação como preventiva, com verificação simultânea da regularidade das lojas e de situações que pudessem comprometer a segurança e o sossego dos moradores.

Além do lado policial, o texto da Prefeitura lembra que a legislação permite ao município adotar providências administrativas próprias, entre elas a interdição cautelar de estabelecimento onde sejam identificadas situações ligadas à prática de crime ou a risco à ordem pública. Nenhuma interdição foi anunciada nesta operação.

O que diz o secretário

Para o secretário de Segurança Pública, Wanderley Dias, a operação atende a um pedido que se repete. "Recebemos inúmeras denúncias de perturbação do sossego e algazarra. A população quer poder descansar e circular com tranquilidade, e a Prefeitura precisa dar uma resposta. Por isso, estamos unindo a Guarda Municipal e a Fiscalização de Posturas para fazer um trabalho mais completo. Essas ações vão continuar e serão realizadas com frequência", afirmou.

O que muda para quem mora e para quem vende

Para o morador, a mensagem é que a denúncia entra numa fila e vira visita. Para quem tem conveniência, bar ou mercado de porta aberta até tarde, vale conferir três coisas antes que a fiscalização chegue: alvará em dia, horário de funcionamento dentro do que a licença permite e som na altura que a lei aceita. A Prefeitura avisou que as ações integradas seguem em diferentes pontos da cidade, conforme as denúncias que chegarem e o planejamento dos órgãos.

O que ainda está em aberto. A Prefeitura não informou em quais bairros ficam as seis conveniências, nem a data exata da operação. Também não divulgou quantas denúncias foram recebidas, se houve autuação ou notificação por posturas em algum dos locais, e se alguém foi conduzido à delegacia depois da apreensão da mochila. Não há calendário público das próximas ações, nem número de operações já feitas neste ano. Procuramos essas informações na página oficial da Prefeitura e elas não constam do texto divulgado.
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Os números que importam

Outros jeitos de ler

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O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.

Clara, a otimista

O dado que mais me chamou atenção foi o mais discreto: os seis estabelecimentos estavam com o alvará em dia. Isso conta uma coisa boa sobre o comércio de Itapema, que faz a lição de casa do papel.

E gostei do formato. Dois órgãos indo juntos resolve numa visita o que antes ia e voltava. Quem reclamou do barulho viu a reclamação virar ação, e isso ajuda a próxima pessoa a também reclamar em vez de só resmungar no grupo do prédio.

Seu Prudêncio, o criterioso

Merece atenção o que ficou de fora do comunicado. Não sabemos em quais bairros a operação passou, nem quantas denúncias motivaram a saída. Sem isso, o morador não consegue medir se o problema está concentrado num ponto ou espalhado pela cidade, e a Câmara não consegue acompanhar se a resposta é proporcional ao tamanho da queixa.

Vale acompanhar também a continuidade. Ação anunciada como frequente precisa aparecer de novo em setembro e em outubro, senão vira episódio isolado. Uma sugestão útil: publicar um balanço mensal simples, com número de denúncias recebidas, locais visitados e providências tomadas. Custa pouco e resolve metade da desconfiança.

Dito isso, o desenho da operação está correto. Juntar Fiscalização de Posturas e Guarda Municipal na mesma visita evita o vaivém que cansa o morador e o comerciante, e checar alvará junto com sossego é o jeito de tratar o problema inteiro de uma vez. É trabalho preventivo bem colocado.

Caco, o sarcástico

Seis conveniências visitadas, seis alvarás em dia. O papel de Itapema está impecável. O sono do vizinho é que anda com pendência.

Descobriram a mochila com o cão da Guarda. Reconhecimento facial ainda não pega, mas focinho continua invicto.

A Prefeitura promete voltar com frequência. Se cumprir, quem gosta de silêncio ganha. Se não cumprir, pelo menos o barulho já sabe que tem endereço anotado.

Fontes: Prefeitura de Itapema, comunicado de 20 de agosto de 2026, com o relato da operação, o número de estabelecimentos, a apreensão e a fala do secretário Wanderley Dias. Contexto sobre alvará em Itapema na matéria de 21 de agosto do Santa Informa.

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