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Tijucas começa a sondar o solo para projetar a terceira ponte sobre o Rio Tijucas

Hoje a cidade atravessa o rio pela ponte da BR-101 e pela Bulcão Viana. A sondagem começou na região da Praça da Concha, e a Prefeitura espera fechar o projeto até o fim do ano.

Em 30 segundos · Modo de Leitura, formato original Santa Informa

A Prefeitura de Tijucas começou os estudos iniciais de sondagem na região próxima à Praça da Concha. Eles vão servir de base para o projeto de uma nova ponte sobre o Rio Tijucas.

Hoje a cidade tem duas travessias sobre o rio: a ponte da BR-101, que é federal, e a ponte Bulcão Viana.

A sondagem serve para conhecer o solo e reunir a informação técnica que o projeto precisa.

A previsão da Prefeitura é concluir a elaboração do projeto até o fim de 2026.

Só com o projeto pronto o município vai pedir recursos ao Governo do Estado e ao Governo Federal para tocar a obra.

Não há valor, traçado definitivo nem prazo de obra divulgados.

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InfraestruturaPublicada em Redação Santa Informa

Imagem de projeto em perspectiva aérea mostrando uma ponte de concreto de duas pistas cruzando um rio largo de água esverdeada, com avenida arborizada, estacionamento e quadras de uma cidade nas duas margens.
Imagem de projeto divulgada pela Prefeitura de Tijucas. A ponte ainda não existe: a fase atual é de sondagem do solo, e o traçado final depende do que os estudos apontarem. Imagem de projeto: Prefeitura de Tijucas/Divulgação, 2026

Entenda o assunto

Quem sai de Itapema em direção a Florianópolis pela BR-101 cruza o Rio Tijucas. Essa travessia agora tem um capítulo novo, e ele começou por baixo, no chão. A Prefeitura de Tijucas informou nesta sexta-feira, 21 de agosto, que já estão em campo os estudos iniciais de sondagem na região próxima à Praça da Concha, para subsidiar o projeto de uma nova ponte sobre o rio.

O que a sondagem faz

Sondagem é a etapa em que se descobre com o que se está lidando. A equipe fura o terreno em pontos escolhidos e mede o que encontra, camada por camada, para saber a resistência do solo e a profundidade em que existe apoio firme. É esse resultado que define o tipo de fundação, o tamanho dos pilares e, no fim, boa parte do preço da obra. Sem esse dado, qualquer desenho de ponte é palpite.

Pela previsão da Prefeitura, a elaboração do projeto avança nos próximos meses, com conclusão esperada até o fim do ano. Depois disso o município passa a ter, nas palavras da própria administração, condições técnicas de apresentar a demanda a quem tem dinheiro para bancar a construção.

Por que uma terceira travessia

Tijucas hoje atravessa o próprio rio por dois caminhos. Um é a ponte da BR-101, que é federal e serve principalmente a quem está de passagem, no sentido norte e sul. O outro é a ponte Bulcão Viana, que liga o centro ao outro lado da cidade. A nova estrutura é apresentada como uma terceira opção de entrada e saída, para tirar peso dessas duas e melhorar a circulação dentro do município.

A Prefeitura também posiciona o projeto como uma solução local enquanto uma obra maior, o contorno viário, ainda depende de outras etapas e de articulação com outros governos. A lógica é simples: em vez de esperar a solução grande chegar, resolver o que dá para resolver no tamanho do município.

O que muda para quem vem daqui

Nada muda amanhã. Não há obra, não há máquina no rio e não há data marcada. O que existe é a primeira peça de um processo que costuma ser longo: sondagem, projeto, pedido de recurso, licitação e só então canteiro. Ainda assim, o assunto interessa a quem mora no litoral daqui, porque o Rio Tijucas é um ponto de estrangulamento conhecido no caminho entre a Costa Esmeralda e a Grande Florianópolis. Toda travessia a mais na região é uma alternativa a menos de fila na temporada.

O que ainda está em aberto. A Prefeitura não divulgou quanto custa a sondagem, nem quanto deve custar o projeto, nem qual é a estimativa de valor da obra. Não há traçado definido, extensão prevista, número de faixas nem localização exata das cabeceiras. Também não foi informado quem executa os estudos, se há contrato ou dispensa por trás, e qual o prazo entre o projeto pronto e o pedido formal de recurso ao Estado e à União. Não há data para o início da construção, e a imagem divulgada é de projeto, não de uma solução de engenharia já aprovada.
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Os números que importam

Outros jeitos de ler

Modo de Leitura · formato original

O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.

Clara, a otimista

Gosto da ordem em que Tijucas colocou as coisas. Primeiro o estudo, depois o projeto, depois o pedido de dinheiro. É o contrário do que a gente costuma ver, que é anunciar obra e correr atrás do desenho depois.

E sondagem é barata perto de uma ponte. Gastar pouco agora para saber exatamente o que se pede depois é o tipo de decisão que economiza ano de espera lá na frente.

Seu Prudêncio, o criterioso

Merece atenção o degrau entre projeto pronto e obra paga. Ter o desenho na gaveta não garante recurso, e municípios do litoral vivem cheios de projeto bom esperando fila em Florianópolis e em Brasília. Uma sugestão útil: acompanhar o fim do ano, porque é ali que se descobre se o cronograma se sustentou.

Vale acompanhar também o resultado da sondagem em si. Margem de rio costuma dar solo mole, e solo mole muda fundação, muda prazo e muda preço. O número que sair desse furo é o que vai dizer se a conta final é a que a cidade imagina.

Dito isso, a escolha técnica está correta. Fazer a sondagem antes de desenhar, e desenhar antes de pedir, é a sequência que dá credibilidade ao pleito. Tijucas está montando um pedido que dá para defender com papel na mão, e isso coloca a cidade na frente de quem só manda ofício.

Caco, o sarcástico

Tijucas tem duas pontes e quer a terceira. Toda cidade do litoral tem uma terceira ponte no coração.

A obra começou pelo mais empolgante que existe em engenharia: furar o chão para ver o que tem lá embaixo. Vai ter foto, vai ter placa, e ninguém vai entender nada.

E o cronograma é honesto: projeto até o fim do ano, dinheiro depois, obra sabe-se lá. Pelo menos avisaram a ordem.

Fontes: Prefeitura de Tijucas, publicação de 21 de agosto de 2026 sobre o início dos estudos de sondagem para o projeto de uma nova ponte sobre o Rio Tijucas.

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