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Crédito para carro de aplicativo e táxi sobe para R$ 200 mil, e o híbrido entra na conta

A portaria assinada pelo MDIC e pela Fazenda subiu o teto de R$ 150 mil para R$ 200 mil e abriu o programa para veículos híbridos. São R$ 30 bilhões em crédito disponíveis.

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O Move Brasil, Táxi e Aplicativos teve o teto de financiamento elevado de R$ 150 mil para R$ 200 mil. A mudança está na Portaria Interministerial nº 188, de 18 de agosto, publicada no Diário Oficial da União.

Com o teto novo, o programa passa a alcançar 88% dos modelos do mercado. Antes eram cerca de 63%.

Entram na regra os veículos híbridos, que combinam motor elétrico com motor a álcool, a gasolina ou flex. O governo aponta redução de cerca de 24% no consumo de energia com esse tipo de carro.

O programa está em vigor desde 27 de julho e tem R$ 30 bilhões em crédito para taxistas e motoristas de aplicativo cadastrados.

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EconomiaPublicada em Redação Santa Informa

Fileira de carros e utilitários novos estacionados lado a lado num pátio de concreto molhado, com etiquetas coladas nos vidros e morro arborizado ao fundo.
Pátio de veículos novos à espera de comprador. A cena não é de nenhuma concessionária do litoral catarinense. Imagem ilustrativa · Luke Miller/Pexels

Entenda o assunto

Quem dirige por aplicativo sabe que o carro é a ferramenta, e ferramenta cara. Nesta quinta-feira o governo federal mexeu justamente aí: a Portaria Interministerial nº 188, assinada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e pelo Ministério da Fazenda em 18 de agosto e publicada no Diário Oficial da União, elevou o teto de financiamento do programa Move Brasil, Táxi e Aplicativos.

O que mudou na prática

O valor máximo que dá para financiar pelo programa saiu de R$ 150 mil e foi para R$ 200 mil. Parece detalhe de tabela, mas muda a lista de carros que cabem na conta. Segundo o governo, o programa alcançava perto de 63% dos modelos vendidos no país e agora chega a 88%.

A segunda mudança é o tipo de motor. Passam a valer os veículos híbridos, aqueles que juntam motor elétrico com motor a combustão movido a álcool, a gasolina ou aos dois. O argumento oficial é de economia: híbrido gasta cerca de 24% menos energia, e quem roda o dia inteiro sente isso no fim do mês.

Quem pode usar

O crédito é para taxistas e motoristas de aplicativo cadastrados no programa, que está em vigor desde 27 de julho. O total disponível é de R$ 30 bilhões.

Por que isso importa no litoral

Em Itapema, em Balneário Camboriú e em toda a Costa Esmeralda, aplicativo é transporte de verdade, não é luxo. Na temporada, o motorista roda madrugada adentro entre a Meia Praia, o Centro e a BR-101, e boa parte da frota é de gente que financiou o carro para trabalhar. Um teto mais alto significa poder trocar por um veículo maior, que aguenta mais quilometragem, sem sair do programa oficial e cair no crédito caro.

Vale a ressalva de sempre: teto maior é permissão para financiar mais, não desconto. A parcela continua vindo todo mês, e no litoral o faturamento do motorista despenca fora da temporada. Este ano a taxa básica de juros já caiu para 14% ao ano, o que ajuda, mas quem for pegar R$ 200 mil precisa fazer a conta pensando em abril, e não em janeiro.

O que ainda está em aberto. A portaria não define taxa de juros nem prazo de pagamento, e o governo não divulgou quais bancos operam o crédito. Também não há número público de quantos contratos já foram fechados desde 27 de julho, nem quanto dos R$ 30 bilhões saiu do papel. Não foi informado se há exigência de tempo mínimo de cadastro no aplicativo, nem quantos motoristas de Santa Catarina foram atendidos até agora. E não há lista oficial dos modelos que passam a caber no teto novo.
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Os números que importam

Outros jeitos de ler

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O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.

Clara, a otimista

Para quem trabalha rodando, isso é bom e é simples de entender: mais carro cabe no programa. Antes o motorista olhava o modelo que aguentaria a rotina e descobria que estava fora do teto. Agora nove em cada dez modelos entram.

E a abertura para o híbrido é a parte mais interessante. Combustível é a maior despesa de quem dirige por aplicativo. Gastar um quarto a menos de energia, num carro que roda todo dia, aparece no bolso rápido.

Seu Prudêncio, o criterioso

Merece atenção o que a portaria não diz. Teto de crédito não é preço, não é juro e não é prazo. Um financiamento de R$ 200 mil em cinco anos é uma parcela alta, e o motorista de litoral tem receita sazonal: fatura muito em janeiro e pouco em maio. Uma sugestão útil: quem for pegar o crédito calcular a parcela com base no mês pior do ano, não no melhor.

Vale acompanhar também o valor de revenda do híbrido. É tecnologia nova no mercado brasileiro, a rede de assistência ainda é desigual fora das capitais e a bateria tem vida útil própria. Em Itapema e nas cidades vizinhas convém conferir antes onde se faz a manutenção, para não descobrir depois que o conserto mais próximo é em Curitiba.

Feita a ressalva, a mudança faz sentido. O teto antigo deixava boa parte da frota de fora e empurrava o motorista para linhas de crédito mais caras. Corrigir isso por portaria publicada, com regra escrita e programa já em funcionamento, é bem melhor do que deixar cada banco decidir sozinho.

Caco, o sarcástico

O teto subiu 33% e a minha corrida continua custando os mesmos R$ 12. Que bom que alguém está prosperando nessa história.

Agora entra o híbrido, o carro que economiza combustível. Excelente. Vou economizar combustível parado no engarrafamento da Meia Praia em janeiro, com o ar-condicionado no máximo.

E olha o alcance: 88% dos modelos do mercado. Ficaram de fora só aqueles 12% que ninguém aqui ia comprar mesmo, mas é bonito de colocar no gráfico.

Fontes: Agência Brasil, reportagem de Wellton Máximo publicada em 20 de agosto de 2026, sobre a Portaria Interministerial MDIC/MF nº 188, de 18 de agosto de 2026.

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