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Itapema · Cultura
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Itapema vai sediar a maior festa de cultura açoriana do Brasil em novembro

A AÇOR é a maior festa de cultura açoriana do país e roda entre cidades do litoral catarinense. Em novembro é a vez de Itapema, depois de oito anos participando como convidada.

Em 30 segundos · Modo de Leitura, formato original Santa Informa

Itapema sedia a 32ª Festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina, a AÇOR, de 20 a 22 de novembro de 2026.

É a maior festa de cultura açoriana do Brasil, com manifestações culturais, tradições, gastronomia e artesanato.

A preparação começou pela escola: a Secretaria de Educação fez formação para professores da rede sobre história dos Açores, genealogia, chegada dos açorianos ao Sul e artesanato de referência cultural.

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Poder PúblicoPublicada em Redação Santa Informa

Auditório com plateia sentada de costas assistindo a uma apresentação, com um homem falando junto à tela projetada no palco de cortina vermelha.
A formação para a rede municipal, no Centro de Contraturno, é a primeira etapa do preparo da cidade para sediar a festa. Foto: Prefeitura de Itapema/Divulgação, 2026

Entenda o assunto

A AÇOR é a Festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina, a maior do gênero no Brasil. Ela não tem sede fixa: roda entre municípios do litoral catarinense, e cada edição fica com uma cidade. A 32ª é de Itapema, entre 20 e 22 de novembro.

Itapema vinha participando como convidada há oito anos. Agora recebe.

O que é a festa

A programação reúne manifestações culturais, tradições, gastronomia, artesanato e outras expressões que mantêm viva a herança açoriana no estado. O evento é ligado ao Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC, que atua em dezenas de municípios do litoral com cursos, exposições e pesquisa.

A preparação começou na escola

A Secretaria de Educação promoveu formação no Centro de Contraturno para professores dos anos finais, docentes de Humanidades e supervisores da rede municipal.

O conteúdo foi específico: história dos Açores, os 600 anos de açorianidade pelo mundo, genealogia, a chegada dos açorianos ao Sul do Brasil, artesanato de referência cultural açoriano e a própria história da festa.

Por que isso interessa além da cultura

Novembro é o mês que antecede a temporada. Uma festa estadual de três dias põe visitante na cidade justamente na virada, quando a rede hoteleira ainda está com preço de baixa e a estrutura, vazia.

E tem o lado que não aparece em planilha: a herança açoriana é a base da cultura do litoral catarinense, da renda de bilro ao boi de mamão. Numa cidade que cresceu tão rápido, sediar isso é uma forma de a população nova saber onde pisa.

O que ainda está em aberto. A Prefeitura ainda não divulgou a programação, o local da festa, quantos municípios trazem delegação nem se haverá estrutura de apoio para visitante de fora. Também não há informação sobre custo do evento nem sobre a origem do recurso. Falta bastante coisa entre o anúncio e novembro.
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Os números que importam

Outros jeitos de ler

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O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.

Clara, a otimista

Sediar a maior festa de cultura açoriana do país é vitrine que dinheiro nenhum de publicidade compra. E cai em novembro, quando a cidade ainda está respirando.

Começar pela formação de professor também diz muito. A festa passa em três dias, mas o que o aluno aprende sobre a origem da própria cidade fica.

Seu Prudêncio, o criterioso

Vale acompanhar a logística. Festa estadual de três dias em novembro exige estacionamento, banheiro, segurança e limpeza numa cidade que já opera no limite em alta temporada. Planejar isso em agosto é o prazo correto, e é bom que comece agora.

Merece atenção a ausência de local e de programação divulgados. Pousada e restaurante precisam desses dois dados para se preparar, e três meses passam rápido.

Dito isso, começar a preparação pela rede de ensino, e não pela contratação de palco, é ordem de prioridade que raramente se vê. O registro é justo.

Caco, o sarcástico

Itapema vai sediar a festa açoriana depois de oito anos indo às dos outros. Levou o tempo que leva para conseguir estacionar na Meia Praia em janeiro.

E a preparação começou com curso de genealogia para professor. Daqui a pouco a cidade descobre que metade da Meia Praia é prima da outra metade.

Fora a piada: festa de tradição em cidade que cresce a dez mil habitantes por triênio é serviço público de utilidade real.

Fontes: Prefeitura de Itapema, Secretaria de Educação. Contexto da festa pelo Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC.

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