Brasil · SaúdeLei sancionada nesta quarta leva o remédio que desfaz coágulo para UPA e Samu no país inteiro
Outra decisão federal desta semana que mexe na rede pública de saúde.
É a primeira vacina produzida com essa tecnologia no país. O estudo vai avaliar o uso como dose de reforço, que é o que está hoje no calendário nacional.
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A Anvisa autorizou a Fiocruz a começar o estudo clínico de uma vacina.
É a primeira vacina de RNA mensageiro produzida no Brasil.
Ela é contra a covid-19 e foi feita na plataforma de RNAm da Fiocruz.
Quem desenvolveu foi o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos, o Biomanguinhos.
A etapa pré-clínica já mostrou eficácia na proteção contra a doença.
Também foram feitos estudos toxicológicos e de escalonamento.
A Fase 1 avalia segurança e resposta do organismo à vacina.
Serão 90 participantes saudáveis, de 18 a 59 anos.
O recrutamento começa no primeiro trimestre de 2027.
A inclusão dura seis meses, e cada pessoa é acompanhada por mais seis.
Os centros ficam no Rio de Janeiro.
O teste é do uso como dose de reforço, como está hoje no calendário.
Poder PúblicoPublicada em Redação Santa Informa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou a Fundação Oswaldo Cruz a começar os estudos clínicos da vacina de RNA mensageiro contra a covid-19. A informação é da Agência Brasil, publicada em 2 de setembro. É a primeira vacina feita com essa tecnologia no Brasil, e ela foi desenvolvida inteira na plataforma de RNAm da própria Fiocruz, no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos, o Biomanguinhos.
Antes de chegar aqui, o imunizante passou pelo estágio pré-clínico, aquela fase em que o produto é testado fora de gente. Segundo a Fiocruz, esse estágio mostrou eficácia na proteção contra a doença. Também foram realizados estudos toxicológicos, que investigam efeito tóxico, e estudos de escalonamento, que é quando se testa se dá para produzir em quantidade grande sem perder a qualidade.
A Fase 1 tem por objetivo avaliar a segurança e a imunogenicidade da vacina, ou seja, se ela é segura e se o organismo responde a ela como se espera. Serão incluídos 90 participantes adultos saudáveis, de 18 a 59 anos, recrutados em dois centros no Rio de Janeiro: a Unidade de Ensaios Clínicos para Imunobiológicos e a Policlínica Lincoln de Freitas Filho. O recrutamento está previsto para começar no primeiro trimestre de 2027. O período de inclusão desse grupo deve durar seis meses, e cada participante é acompanhado por mais seis meses depois de entrar.
O estudo avalia o uso do imunizante como dose de reforço, que é exatamente como a vacina contra a covid-19 aparece hoje no calendário do Programa Nacional de Imunizações. Não se trata, portanto, de recomeçar um esquema vacinal do zero, e sim de testar um reforço nacional para quem já se vacinou.
Vacina de RNAm produzida no país significa menos fila internacional quando a próxima variante aparecer, e isso chega na ponta como dose disponível no posto do bairro. O litoral catarinense sente essa conta de perto, porque é região com população idosa alta e com verão que multiplica o número de gente circulando. Mas convém guardar a ansiedade: Fase 1 é o começo do caminho, e o recrutamento nem começou.
O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.
Clara, a otimista
Ter uma vacina de RNA mensageiro nascida aqui dentro muda a posição do Brasil na fila. Quando o vírus muda, quem domina a plataforma consegue ajustar a fórmula sem depender de contrato lá fora.
E a Fiocruz não está começando do zero: a fase pré-clínica mostrou proteção, e a produção em escala já foi testada. É um caminho que vinha sendo construído há anos e agora encostou na porta do estudo em gente.
Seu Prudêncio, o criterioso
Merece atenção o tamanho do que foi autorizado. Fase 1 com 90 pessoas mede segurança e resposta do organismo, não mede eficácia. A pergunta se a vacina protege de verdade só é respondida nas fases seguintes, e não há prazo divulgado para elas.
Vale acompanhar o calendário. O recrutamento começa no primeiro trimestre de 2027, a inclusão leva seis meses e cada participante é seguido por mais seis. Só de Fase 1, portanto, já são bem mais de um ano. Quem espera dose no posto precisa entender que essa conta é longa.
Dito isso, o mérito é grande. Dominar a plataforma de RNAm dentro do país é o tipo de capacidade que só se mede na próxima emergência, e a autorização da Anvisa mostra que a documentação apresentada foi considerada suficiente para testar em gente.
Caco, o sarcástico
Vacina brasileira de RNA mensageiro. Depois de tanta fila internacional, o Brasil resolveu fazer a própria.
São 90 voluntários para carregar a esperança de 200 milhões. Alguém devia mandar um bolo para eles.
E o recrutamento começa em 2027. Nada como uma notícia de saúde que respeita o calendário do brasileiro: boa, mas com data marcada lá na frente.
Fontes: Agência Brasil, publicada em 2 de setembro de 2026, às 18h17, com edição de Sabrina Craide, de onde saem a autorização da Anvisa, o desenvolvimento na plataforma de RNAm da Fiocruz pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos, a conclusão do estágio pré-clínico com estudos toxicológicos e de escalonamento, o objetivo da Fase 1 de avaliar segurança e imunogenicidade, os 90 participantes saudáveis de 18 a 59 anos, os dois centros no Rio de Janeiro, o recrutamento previsto para o primeiro trimestre de 2027, os seis meses de inclusão e os seis meses de acompanhamento, e a avaliação do uso como dose de reforço no calendário do Programa Nacional de Imunizações. A imagem do topo é ilustrativa, de banco gratuito.
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