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Anvisa libera o teste em gente da primeira vacina de RNA mensageiro feita no Brasil

É a primeira vacina produzida com essa tecnologia no país. O estudo vai avaliar o uso como dose de reforço, que é o que está hoje no calendário nacional.

Em 30 segundos · Modo de Leitura, formato original Santa Informa

A Anvisa autorizou a Fiocruz a começar o estudo clínico de uma vacina.

É a primeira vacina de RNA mensageiro produzida no Brasil.

Ela é contra a covid-19 e foi feita na plataforma de RNAm da Fiocruz.

Quem desenvolveu foi o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos, o Biomanguinhos.

A etapa pré-clínica já mostrou eficácia na proteção contra a doença.

Também foram feitos estudos toxicológicos e de escalonamento.

A Fase 1 avalia segurança e resposta do organismo à vacina.

Serão 90 participantes saudáveis, de 18 a 59 anos.

O recrutamento começa no primeiro trimestre de 2027.

A inclusão dura seis meses, e cada pessoa é acompanhada por mais seis.

Os centros ficam no Rio de Janeiro.

O teste é do uso como dose de reforço, como está hoje no calendário.

Início›Poder Público

Poder PúblicoPublicada em Redação Santa Informa

Dois frascos de vidro fechados com lacre de alumínio e cheios de líquido azul sobre uma bancada branca de laboratório, ao lado de uma grade de suporte com tubos de coleta de tampa roxa.
O estudo de Fase 1 vai testar segurança e resposta do organismo em 90 adultos saudáveis. A imagem é ilustrativa e não mostra a vacina da Fiocruz. Imagem ilustrativa · Artem Podrez/Pexels

Entenda o assunto

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou a Fundação Oswaldo Cruz a começar os estudos clínicos da vacina de RNA mensageiro contra a covid-19. A informação é da Agência Brasil, publicada em 2 de setembro. É a primeira vacina feita com essa tecnologia no Brasil, e ela foi desenvolvida inteira na plataforma de RNAm da própria Fiocruz, no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos, o Biomanguinhos.

O que já foi feito antes

Antes de chegar aqui, o imunizante passou pelo estágio pré-clínico, aquela fase em que o produto é testado fora de gente. Segundo a Fiocruz, esse estágio mostrou eficácia na proteção contra a doença. Também foram realizados estudos toxicológicos, que investigam efeito tóxico, e estudos de escalonamento, que é quando se testa se dá para produzir em quantidade grande sem perder a qualidade.

Como vai ser o teste

A Fase 1 tem por objetivo avaliar a segurança e a imunogenicidade da vacina, ou seja, se ela é segura e se o organismo responde a ela como se espera. Serão incluídos 90 participantes adultos saudáveis, de 18 a 59 anos, recrutados em dois centros no Rio de Janeiro: a Unidade de Ensaios Clínicos para Imunobiológicos e a Policlínica Lincoln de Freitas Filho. O recrutamento está previsto para começar no primeiro trimestre de 2027. O período de inclusão desse grupo deve durar seis meses, e cada participante é acompanhado por mais seis meses depois de entrar.

Reforço, e não primeira dose

O estudo avalia o uso do imunizante como dose de reforço, que é exatamente como a vacina contra a covid-19 aparece hoje no calendário do Programa Nacional de Imunizações. Não se trata, portanto, de recomeçar um esquema vacinal do zero, e sim de testar um reforço nacional para quem já se vacinou.

Por que isso interessa aqui

Vacina de RNAm produzida no país significa menos fila internacional quando a próxima variante aparecer, e isso chega na ponta como dose disponível no posto do bairro. O litoral catarinense sente essa conta de perto, porque é região com população idosa alta e com verão que multiplica o número de gente circulando. Mas convém guardar a ansiedade: Fase 1 é o começo do caminho, e o recrutamento nem começou.

O que ainda está em aberto. Não há prazo divulgado para as fases 2 e 3, que são as que testam eficácia em número grande de gente, nem estimativa de quando a vacina poderia chegar ao Programa Nacional de Imunizações. Também não foi informado quanto custa o desenvolvimento, qual a capacidade de produção prevista, nem se haverá centros de pesquisa fora do Rio de Janeiro. A Agência Brasil não informa como se inscrever para participar do estudo, e o recrutamento só começa no primeiro trimestre de 2027.
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Os números que importam

Outros jeitos de ler

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O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.

Clara, a otimista

Ter uma vacina de RNA mensageiro nascida aqui dentro muda a posição do Brasil na fila. Quando o vírus muda, quem domina a plataforma consegue ajustar a fórmula sem depender de contrato lá fora.

E a Fiocruz não está começando do zero: a fase pré-clínica mostrou proteção, e a produção em escala já foi testada. É um caminho que vinha sendo construído há anos e agora encostou na porta do estudo em gente.

Seu Prudêncio, o criterioso

Merece atenção o tamanho do que foi autorizado. Fase 1 com 90 pessoas mede segurança e resposta do organismo, não mede eficácia. A pergunta se a vacina protege de verdade só é respondida nas fases seguintes, e não há prazo divulgado para elas.

Vale acompanhar o calendário. O recrutamento começa no primeiro trimestre de 2027, a inclusão leva seis meses e cada participante é seguido por mais seis. Só de Fase 1, portanto, já são bem mais de um ano. Quem espera dose no posto precisa entender que essa conta é longa.

Dito isso, o mérito é grande. Dominar a plataforma de RNAm dentro do país é o tipo de capacidade que só se mede na próxima emergência, e a autorização da Anvisa mostra que a documentação apresentada foi considerada suficiente para testar em gente.

Caco, o sarcástico

Vacina brasileira de RNA mensageiro. Depois de tanta fila internacional, o Brasil resolveu fazer a própria.

São 90 voluntários para carregar a esperança de 200 milhões. Alguém devia mandar um bolo para eles.

E o recrutamento começa em 2027. Nada como uma notícia de saúde que respeita o calendário do brasileiro: boa, mas com data marcada lá na frente.

Fontes: Agência Brasil, publicada em 2 de setembro de 2026, às 18h17, com edição de Sabrina Craide, de onde saem a autorização da Anvisa, o desenvolvimento na plataforma de RNAm da Fiocruz pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos, a conclusão do estágio pré-clínico com estudos toxicológicos e de escalonamento, o objetivo da Fase 1 de avaliar segurança e imunogenicidade, os 90 participantes saudáveis de 18 a 59 anos, os dois centros no Rio de Janeiro, o recrutamento previsto para o primeiro trimestre de 2027, os seis meses de inclusão e os seis meses de acompanhamento, e a avaliação do uso como dose de reforço no calendário do Programa Nacional de Imunizações. A imagem do topo é ilustrativa, de banco gratuito.

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