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Hospital Santo Antônio abre 10 leitos de UTI em Itapema, e o Estado banca o custeio

A abertura oficial foi nesta terça-feira, 1º. São dez boxes individuais, um deles preparado para isolamento. A Secretaria de Estado da Saúde paga integralmente o funcionamento, e a regulação das vagas é do Governo do Estado.

Em 30 segundos · Modo de Leitura, formato original Santa Informa

O Hospital Santo Antônio, em Itapema, passou a ter 10 leitos de UTI.

A abertura oficial foi nesta terça-feira, 1º de setembro.

São 10 boxes individuais, e um deles é preparado para isolamento.

Todos os leitos têm monitor, ventilador pulmonar e bomba de infusão.

A unidade também tem ultrassom próprio e aparelho de hemodiálise.

Quem piorar dentro do hospital pode receber cuidado intensivo sem depender sempre de transferência.

A Secretaria de Estado da Saúde custeia integralmente os leitos.

O repasse é de R$ 1.200 por dia com o leito vazio, e de R$ 1.800 a R$ 2.100 com ele ocupado.

A regulação é do Estado, então a vaga pode ir para paciente de outra cidade.

O secretário estadual citou R$ 30 milhões investidos na reestruturação do hospital.

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Poder PúblicoPublicada em Redação Santa Informa

Box individual da nova UTI do Hospital Santo Antônio de Itapema, com leito hospitalar de grades brancas, monitor multiparamétrico ligado na parede, braços articulados presos ao teto, pia e lixeiras, sem ninguém no quadro.
Um dos dez boxes individuais da UTI aberta no Hospital Santo Antônio, com monitor, braço articulado e ponto de gases junto ao leito. Um dos boxes é preparado para isolamento. Foto: Prefeitura de Itapema/Divulgação, 2026

Entenda o assunto

Itapema passou a ter UTI dentro do Hospital Santo Antônio. A abertura oficial dos 10 leitos aconteceu nesta terça-feira, 1º de setembro, com a presença do secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi Silva, do secretário municipal de Saúde, Fabrício Lazzari, o Fafá, do prefeito Alexandre Xepa, de vereadores e de equipes dos hospitais Marieta Konder Bornhausen, de Itajaí, e Ruth Cardoso, de Balneário Camboriú.

O que muda para o paciente

Até agora, quem piorava dentro do hospital dependia de transferência para outro município. Com a UTI na própria unidade, o cuidado intensivo pode começar ali mesmo. A Prefeitura diz que isso dá mais agilidade e mais segurança, e que a transferência deixa de ser sempre necessária. Os leitos também servem de retaguarda para as cirurgias e para o atendimento de urgência e emergência.

Como é a estrutura

São 10 boxes individuais. Um deles é específico para isolamento, o que permite receber caso respiratório grave e outras situações que exigem precaução diferente. Todos os leitos têm monitor multiparamétrico, ventilador pulmonar e bomba de infusão. A unidade ainda conta com aparelho de ultrassonografia geral e cardiológica de uso exclusivo e com máquina de hemodiálise.

Quem banca o funcionamento

A habilitação dos leitos entrou no planejamento estadual da Rede de Atenção à Saúde da Foz do Rio Itajaí. Por causa disso, a Secretaria de Estado da Saúde custeia integralmente os leitos novos. Diogo Demarchi detalhou o repasse: R$ 1.200 por dia para leito vazio, e de R$ 1.800 a R$ 2.100 quando o leito está ocupado. Ele disse que o Estado optou por não esperar a liberação do Ministério da Saúde, e citou um investimento de R$ 30 milhões na reestruturação hospitalar, viabilizado por parcerias.

A vaga não é só de Itapema

Um detalhe importa e costuma passar batido: a regulação dos leitos é do Governo do Estado. As vagas são ocupadas conforme os critérios técnicos da Central de Regulação, e podem atender paciente de outras cidades, de acordo com a necessidade assistencial. O leito fica em Itapema, mas não é exclusivo de quem mora aqui. Demarchi lembrou que a região da Amfri cresce, e que no inverno a doença respiratória aperta o sistema.

A conta do município

Fabrício Lazzari afirmou que, em um ano e oito meses, a cidade ampliou a estrutura da saúde, triplicou o número de médicos e implantou serviços novos, como a telemedicina. A UTI, na fala dele, é mais um passo dessa sequência, e serve tanto para o paciente grave quanto para dar suporte ao resto da rede.

O que ainda está em aberto. A Prefeitura não informou a data da primeira internação na UTI nem quantos profissionais foram contratados para a equipe. Também não há número público de quantos pacientes de Itapema precisaram de transferência para leito de UTI de outra cidade no último ano, o que ajudaria a medir o tamanho do alívio. Não foi divulgado o contrato entre o Estado e o hospital, nem por quanto tempo o custeio integral está garantido. E não se sabe qual fatia dos dez leitos deve ficar com paciente de fora, já que a regulação é estadual.
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Os números que importam

Outros jeitos de ler

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O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.

Clara, a otimista

Ter UTI na própria cidade muda o começo da história. A família que recebe a notícia ruim não precisa esperar vaga em outro município para o cuidado intensivo começar.

E o custeio saiu resolvido antes da inauguração, o que evita o pior dos mundos: estrutura pronta, bonita e parada por falta de dinheiro para manter.

Seu Prudêncio, o criterioso

Merece atenção a regulação. Os leitos ficam em Itapema, mas quem distribui a vaga é a Central de Regulação do Estado, e ela atende toda a Foz do Rio Itajaí. Isso é correto do ponto de vista do sistema, e ao mesmo tempo significa que o morador daqui não tem prioridade automática.

Vale acompanhar o custeio no tempo. O repasse anunciado é diário e generoso, inclusive com leito vazio, mas nenhum documento público diz por quanto tempo essa regra está garantida. Uma sugestão útil: a Prefeitura e o hospital publicarem todo mês a taxa de ocupação e a origem dos pacientes. É informação simples de levantar e resolve a dúvida antes que ela vire discussão.

E é justo reconhecer o benefício. Habilitar leito com o custeio definido antes de abrir a porta é o jeito certo de fazer, e evita o problema clássico da UTI inaugurada que fecha seis meses depois.

Caco, o sarcástico

Dez leitos de UTI em Itapema. Enfim dá para passar mal sem sair da cidade.

O Estado paga R$ 1.200 por dia mesmo com o leito vazio. Nunca uma cama desocupada rendeu tanto.

E o ultrassom é de uso exclusivo. Exclusivo. A palavra que aqui todo mundo já aprendeu a ler em tapume de obra.

Fontes: Prefeitura de Itapema, comunicado publicado em 1º de setembro de 2026, de onde saem os 10 leitos, a composição dos boxes, a lista de equipamentos, a habilitação na Rede de Atenção à Saúde da Foz do Rio Itajaí, os valores de repasse diário, o investimento de R$ 30 milhões, a regulação estadual das vagas e as declarações do secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi Silva, e do secretário municipal de Saúde, Fabrício Lazzari. A foto do topo é de divulgação da Prefeitura e registra um dos boxes da unidade.

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