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Lei sancionada nesta quarta leva o remédio que desfaz coágulo para UPA e Samu no país inteiro

O medicamento dissolve o coágulo que entope a veia do coração ou do cérebro. Quanto mais cedo é aplicado, menor a chance de sequela.

Em 30 segundos · Modo de Leitura, formato original Santa Informa

O SUS vai ampliar a oferta de medicamentos trombolíticos.

Eles entram na rede de urgência: UPAs e Samu 192.

A mudança está em lei sancionada na manhã desta quarta, 2 de setembro.

O remédio dissolve o coágulo que bloqueia veia do coração ou do cérebro.

Ele é usado no infarto agudo do miocárdio e no AVC isquêmico.

Quanto mais rápido o diagnóstico, menor o risco de sequela.

O Brasil tem de 300 mil a 400 mil casos de infarto por ano.

Em 2025 foram 292 mil atendimentos por AVC, sendo 218 mil isquêmicos.

O Samu 192 fez 861 aplicações de trombolítico em 2025.

Hoje são 102 unidades do Samu habilitadas para aplicar.

A lista divulgada não traz nenhuma unidade em Santa Catarina.

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Poder PúblicoPublicada em Redação Santa Informa

Vista frontal do teto de uma ambulância branca, com a barra de sirene vermelha atravessando a imagem e a palavra AMBULÂNCIA escrita em letras vermelhas sobre o capô.
O trombolítico passa a ser ofertado também em UPAs e no Samu 192, e não só em hospital com estrutura de alta complexidade. Imagem ilustrativa · Danielle Calazans/Pexels

Entenda o assunto

Existe um remédio que, aplicado nas primeiras horas, desfaz o coágulo que entupiu a veia e devolve a circulação do sangue. Ele se chama trombolítico, e até agora chegava a pouca gente fora do hospital grande. Isso muda com a lei sancionada na manhã desta quarta-feira, 2 de setembro, pelo presidente da República, que amplia a oferta do medicamento na rede de urgência e emergência do SUS, incluindo as Unidades de Pronto Atendimento e o Samu 192.

O que o remédio faz

Quando um coágulo bloqueia um vaso do coração, dá infarto agudo do miocárdio. Quando bloqueia um vaso do cérebro, dá AVC isquêmico. Nos dois casos, o tecido começa a morrer por falta de sangue. O trombolítico dissolve esse coágulo e restabelece a circulação, sempre conforme avaliação clínica. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a rapidez no diagnóstico e no início da terapia aumenta as chances de sobrevivência e reduz o risco de sequela.

O tamanho do problema

O Brasil registra entre 300 mil e 400 mil casos de infarto por ano. Em 2025, o país teve 292 mil atendimentos por AVC, e 218 mil deles foram do tipo isquêmico, justamente o que responde ao trombolítico. No mesmo ano, o Samu 192 fez 861 aplicações do medicamento. É pouco perto do número de casos, e o motivo é simples: até aqui, poucas unidades tinham autorização para aplicar.

Onde já funciona, e onde não

São 102 unidades do Samu 192 habilitadas hoje. O Ceará concentra 28, Minas Gerais tem 22, Sergipe 16, Rio Grande do Norte 13, Bahia 12, São Paulo 9 e Paraíba 2. Santa Catarina não aparece na lista divulgada. Ou seja, quem tem infarto ou AVC aqui no litoral depende de chegar rápido a um hospital com estrutura para o procedimento, e é exatamente esse gargalo que a lei quer atacar.

Por que interessa a quem mora aqui

A região tem população idosa alta e distância real até serviço de alta complexidade. Levar o trombolítico para dentro da UPA e da ambulância significa começar o tratamento antes de o paciente chegar ao hospital de referência, e nesse tipo de emergência cada minuto conta. A sanção é o primeiro passo. O que vale acompanhar agora é a habilitação das unidades daqui, que é o que faz a lei virar atendimento na porta.

O que ainda está em aberto. A Agência Brasil se refere à norma como Lei nº 5.972/2023, e vale conferir o número final quando o texto sair no Diário Oficial da União. Não há prazo divulgado para a habilitação de novas unidades, nem calendário por estado. Também não foi informado quanto o Ministério da Saúde vai gastar com a ampliação, nem quantas UPAs entram na primeira leva. A lista de 102 unidades do Samu é a situação atual, e não a meta. E não há informação sobre quando Santa Catarina passa a ter unidades habilitadas.
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Os números que importam

Outros jeitos de ler

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O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.

Clara, a otimista

Tirar um remédio de dentro do hospital grande e colocar dentro da ambulância e da UPA é o tipo de mudança que salva vida sem precisar construir nada novo. A estrutura já existe, o que faltava era autorização e o medicamento na prateleira.

E o efeito aparece rápido quando funciona. Menos sequela quer dizer menos gente saindo do AVC sem conseguir andar ou falar, e isso muda a vida de famílias inteiras.

Seu Prudêncio, o criterioso

Merece atenção o número que resume tudo: 861 aplicações num ano em que houve 218 mil AVCs isquêmicos. A distância entre uma coisa e outra mostra o tamanho da tarefa, e sanção de lei sozinha não fecha essa conta.

Vale acompanhar de perto a habilitação das unidades. Aplicar trombolítico exige protocolo, exame de imagem antes em boa parte dos casos e equipe treinada, porque o mesmo remédio que dissolve coágulo pode provocar sangramento. Santa Catarina não aparece na lista atual, e é isso que o leitor daqui precisa acompanhar nos próximos meses.

Feita a ressalva, o mérito é claro. Descentralizar o tratamento na rede de urgência é a decisão tecnicamente certa para doença em que o tempo é o principal fator, e colocar isso em lei dá estabilidade ao que antes dependia de portaria.

Caco, o sarcástico

Um remédio que desentope veia. Basicamente o encanador da emergência.

Ceará com 28 unidades, Santa Catarina com nenhuma na lista. Alguém aqui esqueceu de levantar a mão.

E o segredo do tratamento continua sendo chegar cedo. Ou seja: infarto também tem hora de entrada, e ninguém avisou.

Fontes: Agência Brasil, reportagem de Daniella Almeida publicada em 2 de setembro de 2026, às 15h14, de onde saem a ampliação da oferta de trombolíticos na rede de urgência do SUS, a inclusão de UPAs e do Samu 192, a sanção na manhã de 2 de setembro, a explicação sobre a ação do medicamento no infarto agudo do miocárdio e no AVC isquêmico, a fala do ministro da Saúde Alexandre Padilha sobre rapidez no diagnóstico, os 300 mil a 400 mil casos de infarto por ano, os 292 mil atendimentos por AVC em 2025 com 218 mil isquêmicos, as 861 aplicações feitas pelo Samu 192 em 2025 e a lista das 102 unidades habilitadas por estado. A imagem do topo é ilustrativa, de banco gratuito.

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