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Bombinhas · Meio ambiente
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O que é permitido no Arvoredo: mergulho dentro da reserva é proibido, e quase todo guia erra

A informação de que dá para mergulhar no Arvoredo circula em dezenas de sites. A categoria da unidade de conservação diz o contrário, e a diferença custa multa.

Em 30 segundos · Modo de Leitura, formato original Santa Informa

O Arvoredo é uma Reserva Biológica, a categoria mais restritiva do país. Dentro dela, pesca, turismo, recreação e mergulho são proibidos. Só pesquisa e educação, com autorização do ICMBio.

O mergulho recreativo que existe acontece na ponta sul da Ilha do Arvoredo, na área do farol da Marinha, que fica fora dos limites da reserva. A operadora precisa ser credenciada.

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Meio AmbientePublicada em Atualizada em 5 de agosto de 2026, 17h19Redação Santa Informa

Cena subaquática com um mergulhador ao fundo e cardume de peixes nadando sobre o costão rochoso, com a água em tom azul esverdeado.
O mergulho que atrai gente do país todo para a região. Onde ele é permitido, e onde não é, faz toda a diferença. Imagem ilustrativa · Rodrigo Pederzini/Pexels

Entenda o assunto

Procure por mergulho no Arvoredo e você vai achar dezenas de páginas dizendo que a visita é liberada com número limitado de pessoas por dia. A informação circula tanto que virou senso comum. Só que a categoria da unidade de conservação diz outra coisa.

O Arvoredo é uma Reserva Biológica, criada por decreto federal em março de 1990. Reserva Biológica é a categoria mais restritiva do sistema brasileiro de unidades de conservação. Dentro dela, pesca, turismo, recreação e mergulho são proibidos. O que a lei permite é pesquisa científica e atividade educacional, sempre com autorização prévia do ICMBio.

Então de onde vem o mergulho

Existe uma exceção geográfica, e é ela que gera a confusão. O mergulho recreativo acontece na ponta sul da Ilha do Arvoredo, na área do farol da Marinha do Brasil. Esse trecho não integra os limites da reserva biológica. Mergulha-se perto do Arvoredo, não dentro dele.

A diferença não é preciosismo. A fiscalização na área é ativa e a multa é pesada, e operadora precisa de credenciamento no ICMBio. Fechar passeio com barco particular, por conta, é o caminho curto para o problema.

O que ainda está em aberto. Tramita no Congresso um projeto que recategoriza a reserva como parque nacional. Se aprovado, muda a regra: parque nacional admite visitação pública ordenada, o que hoje a reserva biológica não admite. A Comissão de Meio Ambiente já aprovou o texto, mas ele ainda não é lei.
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Outros jeitos de ler

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O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.

Clara, a otimista

A regra dura é a razão de a água ali ainda ser o que é. Enquanto o litoral inteiro se adensava, aquele pedaço ficou protegido de verdade, e o resultado aparece na visibilidade que atrai mergulhador do país todo.

E existe caminho legal para conhecer: a ponta sul da ilha é liberada, com operadora credenciada. Dá para ver de perto sem furar a regra que garantiu aquilo tudo.

Seu Prudêncio, o criterioso

O ponto que merece atenção é a informação errada circulando em escala. Quando dezenas de sites repetem que a visitação é liberada, o turista chega achando que contratou algo regular, e quem responde pela infração é ele e a operadora.

Sobre o projeto que vira parque nacional, vale acompanhar com calma. Parque admite visitação ordenada, o que é positivo, mas transfere para o plano de manejo a tarefa de definir limite, rota e capacidade. O texto aprovado em comissão ainda não é lei, e o desenho final é que vai dizer se a proteção se mantém.

De todo modo, é bom que o assunto esteja na mesa. Uma área dessas rende mais para a região sendo bem regulada do que sendo mal explicada.

Caco, o sarcástico

Passei anos achando que mergulhar no Arvoredo era só questão de agendar. Descobri agora que estava tecnicamente planejando uma infração ambiental com antecedência.

O melhor é a solução: mergulha-se na pontinha da ilha que não faz parte da reserva. Ou seja, tem uma linha invisível no meio do mar e todo mundo finge que a vê. Funciona, e é isso que importa.

Reclamação encerrada: se a regra chata é o motivo de a água ser tão limpa, que continue chata.

Fontes: ICMBio, Decreto Federal 99.142/1990, Prefeitura de Bombinhas · Turismo, Câmara dos Deputados e ((o))eco.

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