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Itapema · Meio Ambiente
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Educação ambiental leva 1.100 estudantes de Itapema para dentro do Refúgio de Vida Silvestre

A Prefeitura de Itapema tira alunos do 4º, 5º e 6º anos da sala de aula e leva para a trilha do REVIS. São quatro escolas da rede municipal e cerca de 1.100 estudantes no alvo do programa.

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A Prefeitura de Itapema está levando estudantes da rede municipal para dentro do Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) de Itapema.

O público-alvo é de aproximadamente 1.100 estudantes do 4º, 5º e 6º anos, mais os professores.

São quatro escolas da rede: Bento Elói Garcia, Maria Linhares de Souza, Educar e a ECIM Prefeito Francisco Victor Alves.

Cada turma participa de três etapas em sala antes da saída de campo.

Os encontros tratam de praia, restinga, costão rochoso e manguezal, além da Mata Atlântica.

Depois vem a caminhada pela Trilha Interpretativa do REVIS.

O trabalho sai de um Termo de Cooperação entre a FAACI e a Univali, com apoio da Secretaria de Educação.

Na EMEB Educar, o cronograma segue até 4 de setembro.

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Meio AmbientePublicada em Redação Santa Informa

Trilha de terra batida coberta de folhas secas entrando por dentro de mata fechada, com palmeiras, samambaias e vegetação verde dos dois lados e a luz do sol coada pelas copas.
A saída de campo do programa passa pela Trilha Interpretativa do REVIS, onde os estudantes veem de perto a Mata Atlântica que estudaram em sala. Imagem ilustrativa · Isaac Quesada/Pexels

Entenda o assunto

A Prefeitura de Itapema está tirando estudantes da rede municipal de dentro da sala de aula e levando para dentro de uma unidade de conservação da própria cidade. O trabalho faz parte do Programa de Educação Ambiental do Refúgio de Vida Silvestre de Itapema, o REVIS, e está previsto no Plano de Manejo da unidade. Quem toca é a Fundação Ambiental Área Costeira de Itapema, a FAACI, junto com a Universidade do Vale do Itajaí, a Univali, por um Termo de Cooperação Técnico-Científica. A Secretaria de Educação apoia.

Como funciona na prática

Participam alunos do 4º, 5º e 6º anos. Cada turma passa por três etapas. Os encontros tratam primeiro dos ecossistemas costeiros e marinhos, com conteúdo sobre praia, restinga, costão rochoso e manguezal. Depois entram os ambientes terrestres, com foco na Mata Atlântica e na biodiversidade do próprio REVIS. Nada disso é só quadro e giz. A Prefeitura informa que as aulas usam imagens, vídeos, sons e vocalizações da fauna, infográficos, exposição temática e um Quiz Ambiental.

A parte que acontece na mata

Depois dos encontros vem a saída de campo. A turma vai ao Refúgio de Vida Silvestre e faz a caminhada pela Trilha Interpretativa do REVIS. Ali o estudante vê a Mata Atlântica de perto, reconhece bicho e planta que apareceram na tela e entende por que a conservação importa. A metodologia do projeto chama o REVIS de espaço não formal de educação, ou seja, um lugar de aprender que não é a escola.

Quantas escolas e até quando

O programa já passou pela EMEB Bento Elói Garcia e pela EMEB Maria Linhares de Souza. Agora está na EMEB Educar, onde o cronograma segue até 4 de setembro. Terminando ali, o trabalho segue para a ECIM Prefeito Francisco Victor Alves. Somando tudo, o público-alvo é de aproximadamente 1.100 estudantes, além dos professores das unidades participantes.

Por que isso interessa a quem mora aqui

Itapema é cidade de prédio alto e orla cheia, e é fácil o morador crescer achando que mato é coisa que existe longe daqui. O REVIS mostra o contrário. A criança que caminha na trilha aos 10 anos é a mesma pessoa que daqui a vinte anos vai decidir se joga lixo no manguezal ou não. Educação ambiental não dá resultado no mês seguinte, e é exatamente por isso que ela precisa começar cedo.

Segundo o biólogo e educador ambiental Gustavo Ribeiro, "quando o estudante sai da sala de aula e entra no REVIS, ele consegue visualizar aquilo que trabalhamos durante os encontros". Ele diz ainda que a vivência "ajuda a despertar um olhar diferente para a biodiversidade que temos tão perto de nós".

O que ainda está em aberto. A Prefeitura não informou quantas turmas já foram atendidas até aqui, nem a data em que o ciclo nas quatro escolas termina. Também não há informação pública sobre o custo do programa, sobre quantos monitores da FAACI e da Univali estão envolvidos, nem sobre se o trabalho continua em 2027 e se as demais escolas da rede entram na fila. O tamanho do REVIS em hectares e o número de espécies catalogadas na unidade não constam da nota.
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Os números que importam

Outros jeitos de ler

Modo de Leitura · formato original

O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.

Clara, a otimista

Mil e cem crianças conhecendo o manguezal e o costão da própria cidade é notícia boa de verdade. Muita gente adulta em Itapema nunca entrou numa trilha aqui, e essa turma vai entrar antes dos 12 anos.

E tem o efeito que ninguém mede. Criança que aprende o nome do bicho conta em casa. O programa alcança 1.100 estudantes no papel, mas chega a bem mais gente na mesa do jantar.

Seu Prudêncio, o criterioso

Merece atenção o alcance real. O número de 1.100 é público-alvo, não presença confirmada, e a nota da Prefeitura não diz quantas turmas já passaram pelas três etapas. Vale acompanhar o relatório final, se houver, para saber quantos estudantes de fato fizeram a saída de campo.

Outro ponto que merece atenção é a continuidade. Programa previsto em Plano de Manejo tem obrigação de existir, mas quem garante o fôlego é o convênio com a Univali e o orçamento da FAACI. Uma sugestão útil: fixar em calendário anual, com data marcada, ajuda a proteger o projeto de troca de gestão e de aperto de caixa.

Dito isso, o desenho está correto. Três encontros em sala antes da trilha evitam o passeio solto, aquele em que o aluno vai, tira foto e volta sem entender o que viu. Usar a unidade de conservação do próprio município como sala de aula é aproveitamento inteligente de um patrimônio que a cidade já paga para manter.

Caco, o sarcástico

Itapema tem prédio de trinta andares, guindaste em todo quarteirão e agora descobriu que também tem mata. Tinha o tempo todo, mas ninguém olhava.

A criança vai aprender o que é restinga na trilha. O adulto vai continuar achando que restinga é aquele terreno vago que ainda dá para lotear.

Melhor assim. Daqui a vinte anos essa turma toma conta da cidade, e pelo menos vai saber o nome do que está sendo derrubado.

Fontes: Prefeitura de Itapema, nota da Imprensa PMI publicada em 25 de agosto de 2026, com o Programa de Educação Ambiental do REVIS previsto no Plano de Manejo, o Termo de Cooperação Técnico-Científica entre a FAACI e a Univali, o apoio da Secretaria de Educação, as séries atendidas, as três etapas por turma, os ecossistemas tratados nos encontros, a Trilha Interpretativa, as quatro escolas, o cronograma da EMEB Educar até 4 de setembro, o público-alvo de aproximadamente 1.100 estudantes e a fala do biólogo Gustavo Ribeiro.

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