Brasil · EconomiaAposentado sem biometria facial volta a poder contratar consignado, e a autorização é pelo Meu INSS
A outra mudança recente que mexe com quem recebe benefício do INSS.
São R$ 120 a mais que os R$ 1.621 de hoje. O número ainda é projeção, e o valor final só sai em dezembro, depois de fechado o INPC acumulado até novembro.
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O governo federal projeta o salário mínimo de 2027 em R$ 1.741.
Hoje o mínimo é de R$ 1.621, então a diferença é de R$ 120, uma alta de 7,4%.
O número entra no Projeto de Lei Orçamentária Anual, o PLOA, que vai ao Congresso até 31 de agosto.
Em abril, a LDO projetava R$ 1.717. A conta subiu R$ 24.
A regra combina a inflação do INPC com ganho real de 2,5%, dentro do que a lei permite.
O valor definitivo sai no fim de 2026, com o INPC acumulado até novembro, e vale a partir de janeiro.
Cerca de 45% dos benefícios do INSS têm valor amarrado ao mínimo.
Sobem junto aposentadoria, pensão, BPC, seguro-desemprego e abono salarial.
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O governo federal projeta o salário mínimo de 2027 em R$ 1.741. Hoje o piso é de R$ 1.621, então o aumento previsto é de R$ 120, ou 7,4%. O número foi anunciado nesta segunda-feira, dia 24, e entra no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027, o PLOA, que o Executivo precisa mandar ao Congresso até 31 de agosto. A informação é da Agência Brasil.
Convém segurar a comemoração. Os R$ 1.741 são uma estimativa. O valor definitivo só aparece no fim de 2026, quando sair o INPC acumulado até novembro, e passa a valer em janeiro de 2027. Em abril, quando o governo mandou a Lei de Diretrizes Orçamentárias, a projeção era de R$ 1.717. De lá para cá a conta subiu R$ 24, o que mostra bem que esse número ainda se mexe.
A regra atual soma duas coisas: a inflação medida pelo INPC, que é o índice que acompanha o consumo das famílias de renda mais baixa, e um ganho real de 2,5%, ou seja, um pedaço acima da inflação, dentro dos limites que a legislação estabelece. É essa fórmula que o Orçamento aplicou para chegar aos R$ 1.741.
O mínimo não mexe só com quem ganha o piso na carteira. Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social têm valor amarrado a ele. Sobem junto aposentadoria e pensão do INSS, Benefício de Prestação Continuada, seguro-desemprego e abono salarial. A contribuição mensal do MEI também acompanha o mínimo, porque é calculada como um percentual dele.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o reajuste vai "cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente", e alcança também "a Previdência e os benefícios sociais que têm indexação no salário mínimo".
No litoral catarinense, o mínimo é a régua de boa parte da folha da temporada. Hotel, pousada, restaurante, quiosque e comércio contratam em novembro e dezembro com salário perto do piso, e o custo de cada contratação inclui encargos por cima. Quem já está fechando planilha para o verão de 2027 precisa saber que a base pode subir 7,4%, e que o número ainda pode mudar até dezembro. Do outro lado do balcão, num estado que envelhece bem e tem muita gente vivendo de aposentadoria e de BPC, o reajuste também significa mais dinheiro circulando na padaria, na farmácia e na feira da cidade.
O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.
Clara, a otimista
Cento e vinte reais a mais por mês, todo mês, para quem ganha o piso. Parece pouco para quem lê no jornal e é muito para quem faz a feira. Dá o gás da cozinha e ainda sobra.
E o efeito não para no contracheque. Aposentadoria, pensão, BPC e seguro-desemprego sobem junto. Num litoral cheio de gente que já se aposentou e escolheu envelhecer perto do mar, isso é dinheiro que entra e fica circulando aqui mesmo, no comércio da esquina.
Seu Prudêncio, o criterioso
Merece atenção a palavra projeção. Em abril o governo dizia R$ 1.717, agora diz R$ 1.741, e em dezembro pode dizer outra coisa. Quem estiver montando planilha de custo para a temporada precisa trabalhar com faixa, não com número cravado, e revisar em janeiro.
Vale acompanhar também o lado de quem paga. Comércio e hotelaria de cidade de temporada contratam muita gente no piso, e o encargo vem por cima do salário. Uma sugestão útil: quem contrata deve refazer agora a conta do verão inteiro com 7,4% a mais na base, para não descobrir o rombo em fevereiro, quando o caixa já esvaziou.
Dito isso, a regra em si é boa justamente por ser previsível. INPC mais um ganho real limitado permite que empresa e governo se planejem com meses de antecedência, o que é bem melhor do que reajuste decidido no susto. E vincular quase metade dos benefícios da Previdência ao mínimo garante que quem depende do INSS não perca poder de compra ano após ano.
Caco, o sarcástico
O salário mínimo vai a R$ 1.741. Em Itapema, onde o metro quadrado disputa o pódio nacional, isso dá quase meio metro de apartamento por mês. Guardando tudo e sem comer.
O governo projetou R$ 1.717 em abril e R$ 1.741 em agosto. A cada quatro meses aparecem vinte e quatro reais do nada. Se continuar assim, até dezembro dá para um lanche.
E o valor só é definitivo depois do INPC de novembro. Ou seja, o país inteiro vai passar o segundo semestre torcendo pela inflação subir um pouquinho. Nada como um sistema com bom senso.
Fontes: Agência Brasil, reportagem de Wellton Máximo publicada em 24 de agosto de 2026, com a projeção de R$ 1.741, o valor atual de R$ 1.621, o reajuste de R$ 120 e 7,4%, a estimativa de R$ 1.717 que constava na LDO de abril, o prazo de 31 de agosto para o envio do PLOA, a regra do INPC mais ganho real de 2,5%, a definição do valor no fim de 2026 com o INPC acumulado até novembro, os 45% dos benefícios do RGPS vinculados ao mínimo e a declaração do ministro da Fazenda, Dario Durigan. Sobre outro pagamento federal atrelado ao piso, veja a matéria do abono salarial.
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