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Itapema · Habitação
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Itapema abre concorrência para 1.120 apartamentos e entra com os quatro terrenos

São quatro áreas do Município, prédios de até 12 pavimentos e unidades das Faixas 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida. O cadastro das famílias interessadas ainda não abriu.

Em 30 segundos · Modo de Leitura, formato original Santa Informa

A Prefeitura de Itapema abriu a concorrência para construir 1.120 apartamentos em quatro terrenos do próprio Município.

É a Concorrência Eletrônica nº 03.009.2026, e ela escolhe a empresa, não o morador.

As áreas ficam no Casa Branca (400 e 320 unidades), no Sertão do Trombudo (240) e no Morretes (160).

As propostas técnicas vão até as 14h do dia 17 de novembro, pela plataforma Licitar Digital. A escolha é por melhor técnica.

Os prédios podem ter até 12 pavimentos e precisam ter elevador.

As unidades são das Faixas 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida, com renda de R$ 3.200,01 a R$ 9.600.

A entrada do Município é o terreno, e o valor dele pode virar subsídio na compra.

A inscrição das famílias para esses apartamentos ainda não está aberta. O cadastro que está aberto agora é o da Faixa 1, das 90 casas do Residencial Campo Verde.

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Poder PúblicoPublicada em Redação Santa Informa

Planta de implantação de um conjunto habitacional, com quatro blocos de apartamentos desenhados em preto e branco, faixas de vagas de estacionamento em volta, áreas verdes com árvores, quadra de areia e playground junto à Rua 802.
Planta de implantação da área da Rua 802, no Casa Branca, uma das quatro do edital. Só nessa ficam 400 das 1.120 unidades. Planta de implantação: Prefeitura de Itapema/Divulgação, 2026

Entenda o assunto

A Prefeitura de Itapema abriu a concorrência que vai escolher a empresa responsável por projetar e construir 1.120 apartamentos em quatro terrenos do próprio Município. É a Concorrência Eletrônica nº 03.009.2026, e a Prefeitura trata o conjunto como o maior projeto habitacional da história da cidade.

Onde ficam as quatro áreas

Duas são no Casa Branca: a Rua 802, com 400 unidades, e a Rua 708, com 320. As outras duas ficam no Sertão do Trombudo, na Rua 406H, com 240 unidades, e no Morretes, entre as ruas 430 e 428, com 160. Somando, dá as 1.120 moradias, espalhadas por regiões diferentes. O desenho é verticalizado: as edificações podem ter até 12 pavimentos e o edital exige elevador.

Para quem são os apartamentos

As unidades vão para as Faixas 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida e serão vendidas por financiamento habitacional. A Faixa 2 atende família com renda bruta mensal de R$ 3.200,01 a R$ 5 mil. A Faixa 3 vai de R$ 5.000,01 a R$ 9.600. Quem compra passa por um Sistema de Cadastro Habitacional e depois pela análise de crédito da Caixa Econômica Federal, feita caso a caso.

O que o Município coloca na conta

A participação da Prefeitura é o terreno. O prefeito Alexandre Xepa disse que o custo da terra é hoje um dos maiores entraves para esse tipo de empreendimento e que ceder as áreas cria condição para atrair construtora. O edital prevê que o valor correspondente ao terreno possa funcionar como subsídio na hora da compra. Conforme o enquadramento de cada família, esse desconto ainda pode se somar ao FGTS e a outros benefícios do programa.

O cadastro das famílias não abriu

Esse ponto merece ser repetido, porque já está confundindo gente. A concorrência de agora serve para escolher empresa. A inscrição das famílias interessadas nos 1.120 apartamentos ainda não está aberta, e a Prefeitura diz que vai divulgar o processo depois, pelos canais oficiais. O cadastro que está aberto neste momento é outro: o da Faixa 1, das 90 casas do Residencial Campo Verde, no Sertão do Trombudo.

Os prazos e as exigências

As propostas técnicas podem ser entregues até as 14h do dia 17 de novembro, pela plataforma Licitar Digital. A abertura acontece no mesmo dia, às 14h01, e o critério de escolha é o de melhor técnica. Para entrar na disputa, a empresa precisa de análise de risco de crédito favorável e vigente na Caixa, da certificação PBQP-H e de experiência comprovada em projeto e execução de prédio habitacional.

O que ainda está em aberto. A Prefeitura não informou quando abre a inscrição das famílias para as Faixas 2 e 3. Também não divulgou o preço estimado das unidades, quantas ficam em cada faixa e qual o valor total do investimento. Não há prazo anunciado de obra depois da escolha da empresa, nem informação sobre reserva de vagas para quem já mora ou trabalha em Itapema. E o edital não esclarece o que acontece com as áreas caso a concorrência fique deserta em novembro.
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Os números que importam

Outros jeitos de ler

Modo de Leitura · formato original

O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.

Clara, a otimista

Terreno público virando moradia é das melhores coisas que uma prefeitura pode fazer com o que tem. Itapema tem terra e não tem casa que caiba no bolso de quem trabalha aqui. Colocar as quatro áreas na mesa resolve justamente a parte mais cara.

E repare na distribuição. Não jogaram tudo num canto só. Casa Branca, Sertão do Trombudo e Morretes, com blocos de tamanhos diferentes, é planejamento de quem pensou em cidade, e não só em número de unidade.

Seu Prudêncio, o criterioso

Merece atenção quem fica de fora. A Faixa 2 começa em R$ 3.200,01 de renda familiar, e o aperto do aluguel em Itapema aparece bem antes disso. Quem ganha menos continua dependendo das 90 casas da Faixa 1, que são 90 para uma cidade inteira. O projeto novo é grande, mas mira uma faixa que já tem alguma chance no mercado.

Vale acompanhar o calendário. A proposta só é aberta em 17 de novembro. Depois vem contratar, projetar, licenciar, aprovar e construir. Prédio de doze andares com elevador não sai em um ano, e a análise de crédito da Caixa é individual, o que costuma reprovar uma parte considerável dos interessados. O edital também não traz prazo de entrega, e prazo ausente é o dado que mais falta em obra habitacional.

Uma sugestão útil para quem já mira uma dessas unidades: comece a arrumar o nome na praça agora, porque a análise de crédito não perdoa restrição recente. Dito isso, o desenho está correto. Escolher por melhor técnica, e não por menor preço, é acerto em prédio de moradia popular, onde barato costuma sair caro na manutenção. E transformar o valor do terreno em subsídio é o jeito mais direto de o dinheiro público chegar na parcela da família.

Caco, o sarcástico

Itapema vai construir 1.120 apartamentos. Perto do que se paga de aluguel aqui, tem gente que já considerou morar dentro do carro com vista para o mar, que pelo menos é de graça.

O edital exige elevador em prédio de até doze andares. Alguém precisou escrever isso num documento oficial, o que diz muito sobre a experiência de todo mundo com escada de prédio.

E já avisando ao grupo do bairro: o cadastro não abriu. Não abriu ontem, não abriu hoje. Podem parar de encaminhar o áudio.

Fontes: Prefeitura de Itapema, publicação de 24 de agosto de 2026, com o número da Concorrência Eletrônica 03.009.2026, as quatro áreas e o número de unidades de cada uma, o prazo de 17 de novembro, o critério de melhor técnica, o limite de 12 pavimentos, as faixas de renda do Minha Casa, Minha Vida, as exigências de PBQP-H e de análise de crédito na Caixa, o aviso de que o cadastro das famílias ainda não abriu e o balanço de 180 títulos de propriedade entregues. Sobre a etapa da Faixa 1, veja a matéria das 90 casas.

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