Itapema · Meio AmbienteItapema publica o passo a passo para construir dentro do Refúgio de Vida Silvestre, que cobre metade da cidade
A mesma fundação que agora recebe R$ 50 mil para atender animais.
O Poder Judiciário liberou verba do Fundo de Transações Penais da Comarca para três projetos da Prefeitura. São R$ 50 mil para a FAACI atender animais em situação de vulnerabilidade, R$ 50 mil para uma academia popular no bairro 406B e R$ 34,8 mil para o paradesporto. A soma das três parcelas dá R$ 134,8 mil, conta nossa sobre os valores que a própria Prefeitura publicou. Nada disso sai do caixa da cidade: é dinheiro de penas e acordos firmados em processos criminais.
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A Comarca de Itapema liberou dinheiro para três projetos da Prefeitura.
Somando as três parcelas dá R$ 134,8 mil.
A Prefeitura escreveu "mais de R$ 130 mil". A soma é conta nossa.
O dinheiro vem do Fundo de Transações Penais da Comarca.
Esse fundo junta penas em dinheiro e acordos feitos em processos criminais.
Por lei, esse valor tem que voltar em projeto social no município.
Ou seja: não sai do orçamento de Itapema.
A FAACI fica com R$ 50 mil.
Vai comprar produto veterinário e um sistema de gestão.
É para animal em situação de vulnerabilidade.
A Secretaria de Políticas à Pessoa Idosa fica com R$ 50 mil.
Entra pela APRI, a Associação Pró-Esporte Raiz Itapema.
O valor custeia uma academia popular no bairro 406B.
O espaço está em reforma.
A Secretaria de Esportes fica com R$ 34,8 mil.
Vai para o projeto de paradesporto da cidade.
O equipamento citado é o contador de passos.
Os alvarás foram entregues nesta sexta-feira, 25, às 15h.
Foi no Fórum de Itapema.
Quem assinou foi o juiz Marcelo Trevisan Tambosi.
Agora o valor cai na conta de cada entidade.
A nota não diz prazo para executar nenhum dos três.
Poder PúblicoPublicada em Redação Santa Informa

A Comarca de Itapema destinou verba do Fundo de Transações Penais a três projetos da Prefeitura, e a entrega dos alvarás que liberam o dinheiro aconteceu nesta sexta-feira, 25 de setembro, às 15h, no Fórum da cidade. Quem assinou foi o juiz Marcelo Trevisan Tambosi. A Prefeitura anunciou o repasse como "mais de R$ 130 mil". Somamos as três parcelas que a própria nota lista e o total é de R$ 134,8 mil.
O fundo é formado por valores que entram na Justiça, não na Prefeitura: penas pecuniárias, transações penais, suspensões condicionais de processo e acordos de não persecução penal. São acertos feitos em processos criminais, em que a pessoa paga um valor no lugar de outra punição. Pela regra que a Prefeitura cita na nota, esse dinheiro precisa voltar para projeto social e de interesse público no próprio município onde o processo correu. Por isso é verba que chega a Itapema sem passar pelo caixa da cidade e sem disputar espaço no orçamento.
A FAACI, a fundação ambiental do município, fica com R$ 50 mil para implantar um sistema de gestão e comprar produtos veterinários para atender animais em situação de vulnerabilidade. É a mesma fundação que já cuida da divulgação de adoção e de lar temporário na cidade, e que publicou em setembro o passo a passo para construir dentro do Refúgio de Vida Silvestre.
Outros R$ 50 mil vão para a Secretaria de Políticas à Pessoa Idosa, por meio da APRI, a Associação Pró-Esporte Raiz Itapema. O valor custeia a implantação de uma academia popular no bairro 406B, num espaço que, segundo a nota, está em reforma agora. É o único dos três projetos com endereço definido.
A terceira parcela, de R$ 34,8 mil, é a menor e vai para a Secretaria de Esportes, no projeto de paradesporto do município. O equipamento citado é o contador de passos, usado como incentivo à prática esportiva. O paradesporto de Itapema já apareceu aqui quando a Câmara tratou do Dia Municipal do Parasurf.
O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.
Clara, a otimista
Dinheiro que entrou na Justiça por causa de processo criminal sai daqui virando produto veterinário para bicho abandonado e aparelho de ginástica no 406B. É difícil imaginar destino melhor para esse tipo de verba, e ela chega sem tirar um real do orçamento da cidade.
Repare também no cuidado com o endereço. A academia popular tem bairro definido, o 406B, e o espaço já está em reforma. Não é promessa solta para daqui a dois anos, é obra em andamento recebendo o dinheiro que faltava para terminar. E o paradesporto, que costuma ficar no fim da fila em cidade pequena, entrou na lista com nome próprio.
Seu Prudêncio, o criterioso
Merece atenção o que a nota não diz, e é sempre a mesma coisa nesse tipo de repasse: o prazo. Não há data de execução nem de prestação de contas para nenhum dos três projetos. Verba de fundo judicial costuma vir com exigência de comprovação, e o morador só fica sabendo se o dinheiro virou o que prometeram quando alguém publica o relatório.
Vale acompanhar também o critério de escolha. Três projetos foram contemplados e a nota não explica como chegaram a esses três, se houve chamamento, se outras entidades da cidade apresentaram pedido. Não é acusação nenhuma, é pergunta de rotina: quando o critério está escrito, some a dúvida. Uma sugestão útil, e barata, seria a Comarca publicar uma vez por ano o extrato do fundo, com o que entrou, o que saiu e para quem foi.
Dito isso, é preciso registrar o que está certo aqui, e é bastante. Os valores saíram nominais, projeto por projeto, e não num total redondo que esconde a divisão. A liberação foi formalizada por alvará judicial, em cerimônia com data, hora e local, e o destino de cada parcela está descrito com objeto definido. Isso é mais transparência do que esse tipo de repasse costuma ter, e o dinheiro está indo para três áreas que precisam.
Caco, o sarcástico
Cinquenta mil para bicho, cinquenta mil para academia de bairro e trinta e quatro e oito para contador de passos. Três destinos, três secretarias, um Fórum e um clima de formatura na foto. O relógio digital da parede marcava 15h55 na hora do retrato, o que prova que a cerimônia das 15h começou pontualmente às quinze e pouco.
Confesso que fiquei um tempo tentando entender o contador de passos como política pública e desisti. Depois pensei melhor: alguém vai caminhar mais por causa disso, e caminhar de graça é das poucas coisas que ainda sobrou.
Falta o prazo, falta saber quantos animais, falta saber quando a academia abre. Mas vou reclamar de quê. Chegou dinheiro na cidade que não veio do nosso bolso, e o papel já está assinado. Tá faltando informação, mas é progresso.
Fontes: a destinação da verba do Fundo de Transações Penais, o nome do juiz Marcelo Trevisan Tambosi, a composição do fundo com penas pecuniárias, transações penais, suspensões condicionais de processo e acordos de não persecução penal, os R$ 50 mil da FAACI para sistema de gestão e produtos veterinários, os R$ 50 mil da Secretaria de Políticas à Pessoa Idosa pela APRI para a academia popular do bairro 406B, os R$ 34,8 mil da Secretaria de Esportes para o paradesporto com contador de passos, e a entrega dos alvarás no Fórum de Itapema nesta sexta-feira, 25 de setembro, às 15h, estão na notícia publicada pela Prefeitura de Itapema em 25 de setembro de 2026, de onde também saiu a foto desta matéria. A soma de R$ 134,8 mil e a comparação com o "mais de R$ 130 mil" do anúncio são contas nossas, feitas sobre os três valores dessa mesma nota. O trabalho da FAACI com divulgação para adoção e lar temporário está na página da fundação no site da Prefeitura. Nossa cobertura anterior da FAACI está em Itapema publica o passo a passo para construir dentro do Refúgio de Vida Silvestre, e o Dia Municipal do Parasurf aparece em nossa matéria sobre os projetos parados na Câmara.
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