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Itapema · Saúde
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Itapema levou o Setembro Amarelo ao canteiro de obras, e a rede de saúde mental da cidade tem cinco portas de entrada

A Prefeitura de Itapema publicou na sexta-feira, 18, que um ciclo de palestras do Setembro Amarelo reuniu cerca de 70 trabalhadores da construção civil dentro do próprio ambiente de trabalho. No mesmo dia, a Câmara publicou uma reportagem com profissionais da rede explicando por onde se pede ajuda em saúde mental na cidade. Juntando as duas publicações, o caminho tem cinco portas: a Unidade Básica de Saúde, a equipe eMulti, os prontos atendimentos 24 horas, a telemedicina do Saúde 24h e o CAPS.

Em 30 segundos · Modo de Leitura, formato original Santa Informa

É Setembro Amarelo em Itapema.

A campanha fala de valorização da vida.

Desta vez ela foi até a obra.

A Prefeitura levou palestra ao canteiro.

Reuniu cerca de 70 trabalhadores.

Todos da construção civil.

O aviso saiu na sexta-feira, 18.

No mesmo dia a Câmara publicou outra coisa.

Uma reportagem sobre onde buscar ajuda.

Juntando as duas, dá para montar o caminho.

A primeira porta é a UBS.

Lá tem escuta e acolhimento.

Itapema tem 13 unidades públicas.

Tem também a equipe eMulti.

Com psicólogo e grupos.

Os prontos atendimentos ficam abertos 24 horas.

Tem ainda o Saúde 24h, por telefone.

O número é 0800 333 7973.

Atende por ligação ou WhatsApp.

E tem o CAPS, no Centro.

Fora da cidade existe o CVV.

É o 188, de graça, 24 horas.

Os sinais costumam vir devagar.

Apatia, isolamento, perda de interesse.

Quem está perto é quem percebe primeiro.

Início›Poder Público

Poder PúblicoPublicada em Redação Santa Informa

Trabalhador visto de costas em um canteiro de obras, com capacete branco, lanterna presa na frente do capacete e jaqueta azul com faixas refletivas, olhando para tubulações amarelas empilhadas no terreno, com céu nublado ao fundo.
Imagem ilustrativa de um trabalhador em canteiro de obras. A palestra citada nesta matéria aconteceu em Itapema, e esta foto não é o registro daquele encontro. Imagem ilustrativa · Jan Zakelj/Pexels

Entenda o assunto

A Prefeitura de Itapema informou na sexta-feira, 18 de setembro, que a Secretaria Municipal de Saúde, a Vigilância Sanitária e o Programa de Saúde do Trabalhador fizeram um ciclo de palestras do Setembro Amarelo para trabalhadores da construção civil, dentro do ambiente de trabalho. A ação reuniu cerca de 70 participantes, com a palestrante Geana Zanin, e teve um momento simbólico de acendimento de vela. No mesmo dia, a Câmara de Vereadores publicou uma reportagem com profissionais da rede municipal explicando quais serviços atendem saúde mental na cidade. Somando as duas publicações, o morador de Itapema tem cinco portas de entrada.

As cinco portas, na ordem em que a rede funciona

A primeira é a Unidade Básica de Saúde. Segundo a diretora do Centro de Atenção Psicossocial de Itapema, Maria Vanessa de Melo, é ali que começa o atendimento, com escuta e acolhimento feitos pelas equipes da Estratégia Saúde da Família, por demanda livre, sem agendamento. A cidade tem 13 unidades de saúde da rede pública e uma UPA, segundo a base aberta do Ministério da Saúde que consultamos em 16 de setembro. A segunda porta é a equipe eMulti, com psicólogos e educadores físicos, que conduz grupos. A terceira são os prontos atendimentos, abertos 24 horas, para o caso que não pode esperar. A quarta é o Saúde 24h, a telemedicina municipal, pelo 0800 333 7973, por ligação ou WhatsApp, serviço que a Prefeitura contratou pelo consórcio da AMFRI e que mostramos aqui em 26 de agosto. A quinta é o próprio CAPS, para quem já está em tratamento ou chega encaminhado. Fora da rede municipal existe o CVV, que atende de graça pelo 188, 24 horas por dia, em todo o país.

Por que a conversa foi parar na obra

Itapema é uma cidade que cresce em altura, e o canteiro de obras é parte da paisagem e do emprego daqui. Levar a campanha para dentro do trabalho muda quem escuta: em vez de esperar que o trabalhador procure a unidade de saúde no horário em que ele está no serviço, a equipe vai até ele. Para o chefe do Programa de Saúde do Trabalhador, Paulo Rossi, o objetivo é aproximar a saúde da população. "Muitas vezes, uma conversa pode ser o primeiro passo para que uma pessoa perceba que não está sozinha e que pode buscar ajuda", disse.

Os sinais de que os profissionais falam

A médica clínica geral Maytê Mezzomo, que atua na área de saúde mental do município, explicou à Câmara que os sinais costumam aparecer devagar e que família e pessoas próximas são quem percebe primeiro. Ela cita apatia, isolamento, mudança na rotina e perda de interesse por atividades que antes davam prazer. O caminho sugerido é simples e não exige formação nenhuma: conversar, perguntar se está tudo bem, convidar para alguma atividade e, quando for o caso, ajudar a chegar ao atendimento.

O que ainda está em aberto. A Prefeitura não diz em que dia nem em qual obra o ciclo de palestras aconteceu, o que era o Grupo N1 citado no texto, nem se haverá novas edições em outros canteiros até o fim do mês. Também não publica quantas pessoas a construção civil emprega em Itapema, que é o número que daria tamanho à ação. Do lado da rede, nem a Câmara nem a Prefeitura publicaram endereço e horário do CAPS junto com a reportagem. Procuramos no próprio site da Prefeitura: a última página com esses dados é de 2019, informa a Rua 123A, nº 150, no Centro, e fala em mais de mil atendimentos por mês, número que não foi atualizado desde então. Não há dado aberto sobre tempo de espera por consulta de psicologia ou de psiquiatria na rede de Itapema.
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Os números que importam

Outros jeitos de ler

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O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.

Clara, a otimista

Tem uma coisa boa nessa ação que passa batido. Campanha de saúde mental costuma acontecer em auditório, em horário comercial, para quem já tinha pensado no assunto. Essa foi ao contrário: entrou no canteiro, no horário do trabalho, e falou com gente que dificilmente conseguiria sair para ir a uma palestra. Setenta pessoas numa tarde é gente que voltou para casa sabendo que existe um 0800 e que existe uma UBS que escuta sem agendamento.

E gosto do detalhe de não ter exigido nada de quem escuta. O recado das profissionais é para pessoa comum, não para especialista: repare na mudança, pergunte, convide, acompanhe até o serviço. É o tipo de informação que fica guardada e serve num domingo à noite, quando nenhuma secretaria está aberta.

Seu Prudêncio, o criterioso

Merece atenção a informação que falta em volta da boa notícia. O texto da Prefeitura não diz a data da atividade, não diz em qual obra ela aconteceu e não explica o que é o Grupo N1. Sem isso, o morador não tem como saber se a ação continua, se a empresa onde o filho dele trabalha está na fila, ou a quem pedir uma edição nova. Ação de saúde pública precisa de calendário publicado tanto quanto precisa de palestrante.

Vale acompanhar também a defasagem no CAPS. O serviço é a ponta mais especializada dessa rede, e a página mais recente que a Prefeitura mantém sobre ele é de 2019. Endereço de sete anos atrás pode até estar certo, mas quem precisa numa quinta-feira à tarde não tem como conferir. Uma sugestão útil e barata: uma página só do CAPS, com endereço, horário, telefone e como chegar, ligada na página da Secretaria de Saúde.

Dito isso, o desenho da rede que as duas publicações descrevem está correto e vale o reconhecimento. Porta de entrada na atenção básica, equipe multiprofissional no meio, pronto atendimento para a urgência e serviço especializado no fim é exatamente como o SUS foi pensado para funcionar. Somar a telemedicina 24 horas a isso resolve o pior horário, que é o de madrugada. Falta publicar o que já existe.

Caco, o sarcástico

Fui atrás do endereço do CAPS no site da Prefeitura, achando que ia levar dois cliques. Levei muitos, e o resultado é uma página de 2019. Sete anos. A cidade ganhou uns quarenta prédios nesse tempo, mas a informação de onde fica o serviço de saúde mental continua parada na mesma esquina digital.

Também reparei que a Prefeitura publicou o número de participantes, setenta, e não publicou o dia. Dá para saber quantos foram, não dá para saber quando foi. É um jeito bem original de contar uma história.

Agora, sem ironia nenhuma, porque aqui não cabe: levar essa conversa para dentro do canteiro é decisão certa e difícil de tomar. E se você chegou até esta linha e a coisa está pesada, o 188 atende de graça, agora, e a UBS do seu bairro escuta sem agendamento.

Fontes: o ciclo de palestras, os cerca de 70 participantes, a citação ao Grupo N1 da construção civil, a palestrante Geana Zanin e a fala do chefe do Programa de Saúde do Trabalhador, Paulo Rossi, estão em Itapema promove palestra sobre saúde mental na construção civil, publicado pela Prefeitura de Itapema em 18 de setembro de 2026. O caminho do atendimento na rede municipal, com a UBS como porta de entrada, a equipe eMulti, os prontos atendimentos 24 horas e a telemedicina, além das falas da médica Maytê Mezzomo e da diretora do CAPS, Maria Vanessa de Melo, estão em Setembro Amarelo: atenção aos sinais de alerta e caminhos para buscar ajuda em Itapema, publicado pela Câmara de Vereadores de Itapema na mesma data. O endereço do CAPS na Rua 123A, nº 150, no Centro, e o volume de mais de mil atendimentos por mês saem de CAPS realiza mais mil atendimentos mensais, da Prefeitura de Itapema, de 16 de agosto de 2019, que é a publicação mais recente do órgão sobre o serviço. As 13 unidades de saúde da rede pública e a UPA foram levantadas por nós no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, do Ministério da Saúde, em consulta de 16 de setembro de 2026, e estão no nosso Raio-X da Região. O telefone 0800 333 7973 do Saúde 24h está na nossa matéria de 26 de agosto sobre a telemedicina municipal. O atendimento gratuito do CVV pelo 188, 24 horas por dia, está no site do Centro de Valorização da Vida.

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