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Itapema · Saúde
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CAP-TEA de Itapema completa um ano com 72 mil atendimentos e 451 crianças acompanhadas

O centro que atende crianças e adolescentes com autismo funciona no bairro Casa Branca desde agosto de 2025. São 51 profissionais e 592 vagas de acompanhamento. Numa pesquisa com 430 famílias, 96,5% classificaram o serviço como excelente ou bom.

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O CAP-TEA de Itapema completou um ano nesta sexta-feira, 28.

Foram 72.091 atendimentos no período.

451 crianças e adolescentes foram acolhidos.

O centro atende até os 14 anos.

Fica no bairro Casa Branca.

Trabalham ali 51 profissionais, sendo 41 terapeutas.

São 592 vagas de acompanhamento abertas.

A estrutura comporta 400 usuários e 7 mil procedimentos por mês.

De 430 famílias que responderam, 318 disseram excelente e 97 disseram bom.

É parceria da Prefeitura com a Univali.

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Poder PúblicoPublicada em Redação Santa Informa

Blocos de madeira coloridos com números pintados em vermelho, laranja, verde, rosa e azul, empilhados bem de perto sobre uma mesa de madeira escura.
O CAP-TEA atende crianças e adolescentes de até 14 anos no bairro Casa Branca, com salas de integração sensorial, brinquedoteca e consultórios adaptados. Imagem ilustrativa · Digital Buggu/Pexels

Entenda o assunto

O Centro de Atendimento à Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, o CAP-TEA de Itapema, completou um ano de funcionamento nesta sexta-feira, 28. No período, o serviço registrou 72.091 atendimentos e acolheu 451 crianças e adolescentes de até 14 anos. Os números são da Prefeitura de Itapema.

Como funciona o centro

O CAP-TEA fica no bairro Casa Branca e foi inaugurado em agosto de 2025, numa parceria entre a Prefeitura e a Universidade do Vale do Itajaí, a Univali. É a primeira vez que a universidade assume a gestão técnica e assistencial de um serviço fora da própria sede. Hoje trabalham ali 51 pessoas: 41 terapeutas, 5 no administrativo e 5 na infraestrutura. São 592 vagas de acompanhamento abertas.

O prédio tem salas de integração sensorial, brinquedoteca, consultórios adaptados, sala de educação física e ambientes multiuso. A capacidade instalada é de 400 usuários e 7 mil procedimentos por mês.

O que as famílias responderam

A avaliação saiu de um questionário de satisfação respondido por 430 famílias. Dessas, 318 classificaram o atendimento como excelente e 97 como bom. As duas notas somadas dão os 96,5% de aprovação divulgados pela Prefeitura. Para o secretário de Saúde, Fabrício Lazzari, o Fafá, os resultados mostram que "Itapema criou uma política pública permanente para o atendimento ao autismo", com equipe especializada e acompanhamento contínuo.

Por que isso interessa aqui

Terapia para criança autista é acompanhamento longo, de várias sessões por semana, e por muito tempo a família de Itapema que precisava disso tinha duas saídas: procurar vaga em outra cidade ou pagar do próprio bolso. Um serviço municipal com 592 vagas e agenda fixa muda essa conta, ainda mais numa cidade que cresce rápido e vê a demanda por saúde subir junto.

E o modelo já saiu daqui. Em 2026, Tijucas fechou parceria com a Univali para montar o próprio CAP-TEA, tomando o de Itapema como referência. Para quem mora no litoral, isso significa uma segunda porta de entrada na região, o que costuma aliviar fila e reduzir estrada para quem hoje se desloca.

O que ainda está em aberto. A Prefeitura não divulgou quantas crianças estão hoje na fila de espera, nem quanto tempo passa entre a procura e o início do acompanhamento. Também não abriu o custo anual do contrato com a Univali, nem quanto disso é recurso municipal, estadual ou federal. E o atendimento vai até os 14 anos: não está dito o que acontece com o adolescente que passa dessa idade e segue precisando de terapia. Por fim, o questionário foi respondido por 430 famílias, e as 451 crianças acolhidas vêm de um número de famílias que a Prefeitura não informou, então não dá para saber quantas deixaram de responder.
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Os números que importam

Outros jeitos de ler

Modo de Leitura · formato original

O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.

Clara, a otimista

Setenta e dois mil atendimentos em doze meses. Isso é agenda cumprida, criança que entrou na sala e terapeuta que estava lá esperando. Não é promessa em papel, é serviço rodando.

E tem o efeito que ninguém planejou direito: Tijucas veio ver como era e resolveu montar o seu. Quando uma cidade pequena vira referência para a vizinha, o litoral inteiro ganha. É o tipo de coisa boa que se espalha sozinha.

Seu Prudêncio, o criterioso

Merece atenção o que não foi dito. A Prefeitura divulgou atendimento, vaga e aprovação, mas não divulgou fila de espera nem tempo médio até o começo do acompanhamento. São 592 vagas abertas e 451 crianças acolhidas, o que sugere folga, mas vaga aberta não é a mesma coisa que vaga disponível na especialidade que a criança precisa.

Vale acompanhar também o custo. É um contrato com uma universidade, com 51 pessoas contratadas, e serviço assim se sustenta por orçamento, não por entusiasmo. Uma sugestão útil: publicar o valor anual e a origem do recurso junto com o balanço. Isso protege o próprio serviço na hora do aperto.

E fica a questão do corte aos 14 anos. O adolescente que faz aniversário sai da porta e vai para onde? Feita a ressalva, o resultado é sólido. Um ano de operação, estrutura montada, equipe grande e uma avaliação alta feita com as próprias famílias é bem mais do que a maioria dos serviços novos consegue mostrar.

Caco, o sarcástico

Noventa e seis e meio por cento de aprovação. Em Itapema, nem a praia em dia de sol tira essa nota.

Tijucas veio, olhou, gostou e vai copiar. Enfim uma coisa que a cidade exporta e que não é fila de carro na 101.

Agora só falta alguém explicar por que o atendimento acaba aos 14. O autismo, até onde se sabe, não recebeu esse comunicado.

Fontes: Prefeitura de Itapema, notícia publicada em 28 de agosto de 2026, com os 72.091 atendimentos do primeiro ano do CAP-TEA, as 451 crianças e adolescentes acolhidos, os 96,5% de aprovação apurados entre 430 famílias respondentes (318 avaliações "excelente" e 97 "bom"), a inauguração em agosto de 2025 no bairro Casa Branca, a parceria com a Universidade do Vale do Itajaí, os 51 profissionais divididos em 41 terapeutas, 5 do administrativo e 5 da infraestrutura, as 592 vagas de acompanhamento, a capacidade de 400 usuários e 7 mil procedimentos mensais, o atendimento até os 14 anos, a estrutura de salas de integração sensorial, brinquedoteca, consultórios adaptados e sala de educação física, a declaração do secretário de Saúde Fabrício Lazzari e a parceria firmada por Tijucas com a Univali em 2026. A foto que acompanha a publicação, creditada à Univali, não foi reproduzida aqui.

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