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Desemprego cai para 5,3%, o menor da série, e a carteira assinada bate recorde

O IBGE apurou 103,3 milhões de pessoas ocupadas e 39,4 milhões com carteira assinada, os dois maiores números já registrados. O trabalho sem carteira também subiu, e a informalidade voltou a 37,5%.

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O desemprego ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho.

É o menor da série da Pnad Contínua, que começou em 2012.

No trimestre anterior era 5,8%, e há um ano, 5,6%.

São 5,8 milhões de desocupados, 503 mil a menos que no trimestre anterior.

A população ocupada chegou a 103,3 milhões, recorde.

A carteira assinada soma 39,4 milhões, o maior número já apurado.

O trabalho sem carteira também cresceu, e está em 13,8 milhões.

A informalidade subiu de 37,2% para 37,5%.

O rendimento médio é de R$ 3.762, praticamente estável.

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EconomiaPublicada em Redação Santa Informa

Quatro operários de capacete azul trabalhando sobre a laje de um prédio em obra, um puxando um cabo, outro apoiado num sarrafo e um terceiro segurando a mangueira de concreto, com a fachada espelhada de um edifício ao fundo.
A construção civil é um dos setores que mais empregam no litoral catarinense. No país, o número de pessoas ocupadas chegou a 103,3 milhões, o maior já apurado pelo IBGE. Imagem ilustrativa · wal_ 172619/Pexels

Entenda o assunto

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho. É o menor valor de toda a série da Pnad Contínua, a pesquisa que o IBGE faz desde 2012. O dado saiu nesta quinta-feira, 27, e chegou pela Agência Brasil. No trimestre anterior, encerrado em abril, a taxa era de 5,8%. No mesmo período do ano passado, 5,6%.

Quanta gente saiu da fila

O país tem agora 5,8 milhões de pessoas procurando trabalho e sem encontrar. São 503 mil a menos que no trimestre de fevereiro a abril, uma queda de 8%. Também caiu o número de desalentados, quem desistiu de procurar por achar que não vai conseguir: são 2,3 milhões, 9,7% menos.

O recorde da carteira assinada

Do outro lado da conta, a população ocupada chegou a 103,3 milhões de pessoas, o maior número já registrado. O emprego com carteira assinada no setor privado, sem contar o trabalho doméstico, soma 39,4 milhões, também recorde da série.

O que a taxa não conta

O trabalho sem carteira cresceu junto, e chegou a 13,8 milhões de pessoas, alta de 3,6% em relação a abril. Com isso a informalidade subiu de 37,2% para 37,5%. Ou seja, quase quatro em cada dez pessoas que trabalham no Brasil estão fora da proteção do contrato formal. O rendimento médio ficou em R$ 3.762, uma variação de 0,7% para baixo em relação a abril, que o IBGE considera estabilidade.

Por que isso interessa aqui

Agosto e setembro são os meses em que hotel, restaurante, construtora e comércio do litoral montam a equipe da temporada. Com desemprego no menor patamar da série, quem contrata disputa gente com o país inteiro, e não só com o vizinho de rua. Isso costuma aparecer de duas formas por aqui: salário inicial maior para função de verão e mais dificuldade para fechar vaga de cozinha, de obra e de limpeza em novembro. Para quem procura trabalho, é o melhor momento da série para negociar. Só que a informalidade em alta lembra que nem toda vaga que abre vem com carteira, e é a carteira que garante FGTS, seguro-desemprego e recolhimento de INSS.

O que ainda está em aberto. O número que saiu é nacional. O IBGE não divulgou junto o recorte por estado nem por município, então não dá para dizer qual é a taxa de Santa Catarina, de Itapema ou da Costa Esmeralda a partir desta divulgação. Também não foi informado quanto do crescimento da ocupação veio de vaga temporária de fim de ano, algo que pesa muito no litoral e costuma se desfazer depois do carnaval. E não há explicação, no material divulgado, para a informalidade subir no mesmo trimestre em que a carteira assinada bate recorde.
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Os números que importam

Outros jeitos de ler

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O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.

Clara, a otimista

Menor desemprego desde que a pesquisa existe, com 503 mil pessoas a menos procurando vaga em três meses. Isso é gente que voltou a ter contracheque, e num litoral que vive de serviço isso se sente no movimento do comércio.

O número dos desalentados também caiu quase 10%. Quem tinha desistido de procurar voltou a tentar, e conseguiu. Esse é o tipo de detalhe que a manchete não conta e que muda vida.

Seu Prudêncio, o criterioso

Merece atenção o que vem junto com o recorde. A carteira assinada bateu máxima histórica, sim, mas o trabalho sem carteira cresceu 3,6% no mesmo período e levou a informalidade de 37,2% para 37,5%. Duas coisas verdadeiras ao mesmo tempo: nunca houve tanta vaga formal, e quase quatro em cada dez pessoas seguem fora dela.

Vale acompanhar também o rendimento. R$ 3.762 de média, com queda de 0,7%, o IBGE chama de estabilidade. Só que estabilidade de renda com ocupação em recorde significa que o mercado absorveu muita gente sem elevar o salário, e isso pesa mais para quem está na ponta de baixo.

Uma sugestão útil para quem contrata no litoral: comece a montar a equipe da temporada agora. Com o mercado assim, a boa cozinheira e o pedreiro experiente têm mais de uma proposta na mesa em novembro. Feita a ressalva, o quadro geral é dos melhores que essa pesquisa já mostrou. Desemprego no piso da série, ocupação e emprego formal em máxima e desalento em queda são quatro sinais na mesma direção, e isso não acontece por acaso.

Caco, o sarcástico

Menor desemprego da história da pesquisa. Agora só falta alguém avisar o salário, que continua parado esperando a boa notícia chegar nele.

Recorde de carteira assinada e recorde de gente sem carteira ao mesmo tempo. O Brasil conseguiu bater dois recordes opostos no mesmo trimestre, o que já é um talento.

E aqui no litoral a fila anda ao contrário: em novembro é o patrão que sai procurando funcionário. Aproveite, que em março inverte de novo.

Fontes: Agência Brasil, reportagem publicada em 27 de agosto de 2026 às 9h39 com dados da Pnad Contínua do IBGE, trazendo a taxa de desocupação de 5,3% no trimestre encerrado em julho, a menor da série iniciada em 2012, contra 5,8% no trimestre encerrado em abril e 5,6% no mesmo período de 2025, os 5,8 milhões de desocupados com redução de 503 mil pessoas ou 8% ante fevereiro a abril, a população ocupada recorde de 103,3 milhões, os 39,4 milhões de empregados com carteira assinada no setor privado sem contar o trabalho doméstico, os 13,8 milhões sem carteira com alta de 3,6% sobre abril, a taxa de informalidade de 37,5% contra 37,2% em abril, o rendimento médio de R$ 3.762 com variação de 0,7% para baixo considerada estabilidade, os 2,3 milhões de desalentados com queda de 9,7%, e a análise do pesquisador do IBGE William Kratochwill.

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