Navegantes · TrabalhoNavegantes abre a semana com 647 vagas de emprego, e 223 delas estão no Sine
O mesmo movimento visto de perto, em vaga aberta aqui do lado.
O IBGE apurou 103,3 milhões de pessoas ocupadas e 39,4 milhões com carteira assinada, os dois maiores números já registrados. O trabalho sem carteira também subiu, e a informalidade voltou a 37,5%.
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O desemprego ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho.
É o menor da série da Pnad Contínua, que começou em 2012.
No trimestre anterior era 5,8%, e há um ano, 5,6%.
São 5,8 milhões de desocupados, 503 mil a menos que no trimestre anterior.
A população ocupada chegou a 103,3 milhões, recorde.
A carteira assinada soma 39,4 milhões, o maior número já apurado.
O trabalho sem carteira também cresceu, e está em 13,8 milhões.
A informalidade subiu de 37,2% para 37,5%.
O rendimento médio é de R$ 3.762, praticamente estável.
EconomiaPublicada em Redação Santa Informa

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho. É o menor valor de toda a série da Pnad Contínua, a pesquisa que o IBGE faz desde 2012. O dado saiu nesta quinta-feira, 27, e chegou pela Agência Brasil. No trimestre anterior, encerrado em abril, a taxa era de 5,8%. No mesmo período do ano passado, 5,6%.
O país tem agora 5,8 milhões de pessoas procurando trabalho e sem encontrar. São 503 mil a menos que no trimestre de fevereiro a abril, uma queda de 8%. Também caiu o número de desalentados, quem desistiu de procurar por achar que não vai conseguir: são 2,3 milhões, 9,7% menos.
Do outro lado da conta, a população ocupada chegou a 103,3 milhões de pessoas, o maior número já registrado. O emprego com carteira assinada no setor privado, sem contar o trabalho doméstico, soma 39,4 milhões, também recorde da série.
O trabalho sem carteira cresceu junto, e chegou a 13,8 milhões de pessoas, alta de 3,6% em relação a abril. Com isso a informalidade subiu de 37,2% para 37,5%. Ou seja, quase quatro em cada dez pessoas que trabalham no Brasil estão fora da proteção do contrato formal. O rendimento médio ficou em R$ 3.762, uma variação de 0,7% para baixo em relação a abril, que o IBGE considera estabilidade.
Agosto e setembro são os meses em que hotel, restaurante, construtora e comércio do litoral montam a equipe da temporada. Com desemprego no menor patamar da série, quem contrata disputa gente com o país inteiro, e não só com o vizinho de rua. Isso costuma aparecer de duas formas por aqui: salário inicial maior para função de verão e mais dificuldade para fechar vaga de cozinha, de obra e de limpeza em novembro. Para quem procura trabalho, é o melhor momento da série para negociar. Só que a informalidade em alta lembra que nem toda vaga que abre vem com carteira, e é a carteira que garante FGTS, seguro-desemprego e recolhimento de INSS.
O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.
Clara, a otimista
Menor desemprego desde que a pesquisa existe, com 503 mil pessoas a menos procurando vaga em três meses. Isso é gente que voltou a ter contracheque, e num litoral que vive de serviço isso se sente no movimento do comércio.
O número dos desalentados também caiu quase 10%. Quem tinha desistido de procurar voltou a tentar, e conseguiu. Esse é o tipo de detalhe que a manchete não conta e que muda vida.
Seu Prudêncio, o criterioso
Merece atenção o que vem junto com o recorde. A carteira assinada bateu máxima histórica, sim, mas o trabalho sem carteira cresceu 3,6% no mesmo período e levou a informalidade de 37,2% para 37,5%. Duas coisas verdadeiras ao mesmo tempo: nunca houve tanta vaga formal, e quase quatro em cada dez pessoas seguem fora dela.
Vale acompanhar também o rendimento. R$ 3.762 de média, com queda de 0,7%, o IBGE chama de estabilidade. Só que estabilidade de renda com ocupação em recorde significa que o mercado absorveu muita gente sem elevar o salário, e isso pesa mais para quem está na ponta de baixo.
Uma sugestão útil para quem contrata no litoral: comece a montar a equipe da temporada agora. Com o mercado assim, a boa cozinheira e o pedreiro experiente têm mais de uma proposta na mesa em novembro. Feita a ressalva, o quadro geral é dos melhores que essa pesquisa já mostrou. Desemprego no piso da série, ocupação e emprego formal em máxima e desalento em queda são quatro sinais na mesma direção, e isso não acontece por acaso.
Caco, o sarcástico
Menor desemprego da história da pesquisa. Agora só falta alguém avisar o salário, que continua parado esperando a boa notícia chegar nele.
Recorde de carteira assinada e recorde de gente sem carteira ao mesmo tempo. O Brasil conseguiu bater dois recordes opostos no mesmo trimestre, o que já é um talento.
E aqui no litoral a fila anda ao contrário: em novembro é o patrão que sai procurando funcionário. Aproveite, que em março inverte de novo.
Fontes: Agência Brasil, reportagem publicada em 27 de agosto de 2026 às 9h39 com dados da Pnad Contínua do IBGE, trazendo a taxa de desocupação de 5,3% no trimestre encerrado em julho, a menor da série iniciada em 2012, contra 5,8% no trimestre encerrado em abril e 5,6% no mesmo período de 2025, os 5,8 milhões de desocupados com redução de 503 mil pessoas ou 8% ante fevereiro a abril, a população ocupada recorde de 103,3 milhões, os 39,4 milhões de empregados com carteira assinada no setor privado sem contar o trabalho doméstico, os 13,8 milhões sem carteira com alta de 3,6% sobre abril, a taxa de informalidade de 37,5% contra 37,2% em abril, o rendimento médio de R$ 3.762 com variação de 0,7% para baixo considerada estabilidade, os 2,3 milhões de desalentados com queda de 9,7%, e a análise do pesquisador do IBGE William Kratochwill.
Navegantes · TrabalhoO mesmo movimento visto de perto, em vaga aberta aqui do lado.
Brasil · EconomiaQuanto vai valer o piso que baliza boa parte dessas vagas no ano que vem.