Brasil · EconomiaAposentado sem biometria facial volta a poder contratar consignado, e a autorização é pelo Meu INSS
Outra regra recente de crédito que mudou o passo a passo no banco.
A renegociação com desconto do financiamento estudantil fecha em 16 de setembro. Quem pagou a entrada sai dos cadastros de inadimplente, e os fiadores saem junto.
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A renegociação de dívidas do Fies pelo programa Desenrola Fies 2026 vai até 16 de setembro.
Vale para contratos firmados até 2017 que estavam na fase de amortização em 4 de maio de 2026.
Entram tanto quem está em dia quanto quem está atrasado.
Quem contratou o Fies a partir de 1º de janeiro de 2018 não pode aderir.
Também fica de fora quem ainda está na fase de uso do financiamento ou de carência.
A adesão é feita direto com o Banco do Brasil ou com a Caixa, pelos canais digitais.
As condições de desconto variam conforme o contrato.
Depois de fechar o acordo e pagar a entrada, o nome do estudante e o dos fiadores sai dos cadastros de inadimplentes.
EconomiaPublicada em Redação Santa Informa

Quem financiou a faculdade pelo Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies, e ficou com a dívida travada tem prazo curto para resolver. A renegociação com desconto oferecida pelo programa Desenrola Fies 2026 pode ser feita até 16 de setembro. A informação é da Agência Brasil.
O programa é para estudantes com contrato de Fies firmado até 2017 e que estavam na fase de amortização em 4 de maio de 2026. Amortização é o período que começa depois da formatura, quando a pessoa passa a pagar o valor principal do financiamento mais os juros acumulados. A renegociação alcança contrato em dia e contrato atrasado. Quem está com o nome inscrito em cadastro de inadimplente por causa desse financiamento também pode participar.
Não estão aptos os estudantes que contrataram o Fies a partir de 1º de janeiro de 2018. Também ficam de fora os contratos que ainda estão na fase de uso do financiamento, ou seja, com a pessoa cursando a faculdade, e os que estão no período de carência.
Não é no site do MEC nem em aplicativo do governo. A adesão precisa ser fechada direto com o banco que administra o contrato, que é o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal, pelos canais digitais de cada um. As condições de desconto e de entrada mudam de acordo com a situação de cada contrato, então o valor que sai para uma pessoa não serve de parâmetro para outra.
Depois de formalizar a renegociação e pagar a parcela de entrada, o nome do estudante sai dos cadastros de inadimplentes. O dos fiadores sai junto, quando for o caso. Esse detalhe costuma passar batido e é o que mais pesa: no Fies antigo, muita gente entrou como fiador de parente e ficou com a restrição no CPF sem nunca ter estudado com aquele dinheiro.
O litoral catarinense é região de faculdade particular, e uma parte grande de quem trabalha hoje em escritório, clínica ou obra em Itapema e nas cidades vizinhas passou por financiamento estudantil. Contrato assinado até 2017 quer dizer, na prática, gente que hoje tem trinta e poucos anos e vem arrastando essa dívida desde antes da pandemia. Vale conferir a data do contrato antes que o prazo feche.
O resumo de 30 segundos está no topo e a versão completa é o texto acima. Aqui ficam as três leituras da casa sobre o mesmo assunto.
Clara, a otimista
Dívida de faculdade é daquelas que tiram o sono e travam a vida inteira. Não dá para financiar carro, não dá para pegar crédito de material de construção, não dá para abrir empresa. Ter uma janela de renegociação com desconto é chance real de recomeçar.
E tem o alívio que vale para mais de uma pessoa. Quando o acordo é fechado e a entrada é paga, o fiador sai junto do cadastro. Muita mãe e muito tio que nunca pisaram na faculdade vão respirar por causa disso.
Seu Prudêncio, o criterioso
Merece atenção a falta de tabela pública. As condições variam por contrato, e o estudante só descobre o desconto ao consultar o banco. Sem faixa divulgada, não dá para comparar nem para saber se a proposta recebida está dentro do padrão do programa.
Uma sugestão útil: antes de assinar, peça ao banco o demonstrativo com o saldo devedor atual, o valor da entrada, o número de parcelas e o custo total do acordo. Guarde por escrito. Renegociação que reduz a parcela mas estica o prazo pode sair mais cara no fim, e isso só aparece na conta fechada.
Vale acompanhar o prazo, que é curto e cai em 16 de setembro. Dito isso, a medida faz sentido. Contrato de até 2017 é dívida antiga, com chance baixa de ser paga do jeito que está, e trazer essa gente de volta ao pagamento é melhor para o estudante e para o fundo. Limpar o nome do fiador junto foi acerto de quem desenhou a regra.
Caco, o sarcástico
O programa se chama Desenrola Fies. O nome já entrega o tamanho do enrosco em que a pessoa se meteu para conseguir estudar.
Contrato de até 2017. Quer dizer que a dívida é mais velha que muita criança que hoje está no fundamental. Diploma na parede, boleto na gaveta.
E o desconto varia conforme o caso. Ou seja, ninguém sabe quanto vai pagar até perguntar ao banco. É a velha surpresa de sempre, agora com prazo de validade em 16 de setembro.
Fontes: Agência Brasil, reportagem de Daniella Almeida publicada em 25 de agosto de 2026 às 18h30, com o prazo de 16 de setembro, o nome do programa Desenrola Fies 2026, o recorte de contratos firmados até 2017 e em amortização em 4 de maio de 2026, a inclusão de adimplentes e inadimplentes, a exclusão dos contratos a partir de 1º de janeiro de 2018 e dos que estão em uso do financiamento ou carência, a adesão pelos canais digitais do Banco do Brasil e da Caixa, a variação das condições conforme o contrato e a retirada do nome do estudante e dos fiadores dos cadastros de inadimplentes após o pagamento da entrada.
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